A ANVETEM informa que já várias Direcções de Serviços Veterinários Regionais entraram em contacto com os respectivos colegas MÉDICOS VETERINÁRIOS MUNICIPAIS no sentido de apresentarem os seus mapas de trabalho relativos ao programa de profilaxia anti-rábica e outras zoonoses, bem como de identificação electrónica de animais.
A ANVETEM regista, com agrado, que não tenha sido alterado o modelo de sucesso que nos conduziu a um estatuto indemne desta doença mortal, talcomo previamente sugerido e avançado pela Direcção Geral de Veterinária.
Muito obrigada aos decisores que continuam a acreditar em nós!
Veja aqui alguns dos argumentos que nos levam a reafirmar a importância desta Campanha, na actualidade.
Veja aqui o video da RTP para saber mais informações (clique na imagem):
In IOL Diário
O responsável pelo Agrupamento de Defesa Sanitária (ADS) de Portalegre, José Cachapa, revelou esta quarta-feira que a morte de dezenas de bovinos naquela região deveu-se à depressão imunitária dos animais, causada por carências nutricionais, pelas más pastagens, escreve a Lusa.
«A quantidade de meses com temperaturas anormalmente baixas não deixou desenvolver as pastagens, em termos de quantidade e qualidade, o que provocou que os animais ficassem imunodeprimidos», explicou.
Mistério das vacas mortas (vídeo)
De acordo com o responsável, que falava aos jornalistas na sede da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre (AADP), a «carência» de vitaminas e minerais, que deveriam estar presentes na alimentação, deixou os animais sem capacidade de resposta imunitária para se defenderem dos agentes agressores, como as bactérias.
José Cachapa sublinhou que as diversas análises realizadas nos últimos dias pelos veterinários da AADP, Direcção-Geral de Veterinária, Laboratório Nacional de Investigação Veterinária e de um laboratório especializado de Montemor-o-Novo em diversas explorações agrícolas são «conclusivas».
Agora, os responsáveis da AADP consideram que os bovinos já possuem «mais defesas», devido ao crescimento das pastagens, em resultado do tempo quente que se tem registado nos últimos dias naquela região do Alentejo.
De acordo com as mais recentes informações a que tivemos acesso, a Direcção Geral de Veterinária enviou já para alguns parceiros sociais a proposta de “CÓDIGO DE ANIMAL DE COMPANHIA“, que visa alterar o pacote legislativo dos decretos-lei nºs 312, 313, 314 e 315 de 17/12 de 2003, essencialmente sobre animais de companhia.
A ANVETEM aguarda, com expectativa, a sua vez de apreciar o documento e poder contribuir, assim, para melhorar situações relacionadas com bem-estar animal, saúde animal, saúde pública e segurança dos cidadãos, no âmbito das competências dos MÉDICOS VETERINÁRIOS MUNICIPAIS como AUTORIDADES SANITÁRIAS VETERINÁRIAS CONCELHIAS.
Para evitar erros ocorridos no passado e sucessivas alterações das Leis vigentes sobre os animais de companhia, e sendo a ANVETEM representativa dos médicos veterinários que directamente estão “no terreno” deve a opinião da nossa Associação ser oscultada anteriormente à formulação desta nova Lei.
Clique aqui primeiro para ver o post do Nuno Markl
Nota da ANVETEM:
A legislação sobre a utilização de animais em circos, em Portugal, é lacónica e omissa e está, neste momento, a ser revista pela Direcção Geral de Veterinária, de acordo com as mais recentes informações a que tivemos acesso.
Os MÉDICOS VETERINÁRIOS MUNICIPAIS, como Autoridades Sanitárias Veterinárias Concelhias não têm assim, muitas vezes, base legal para actuar em situações verificadas nalguns circos em território português, do modo efectivo, imediato e eficaz que mais desejariam.
Não obstante, são efectuadas vistorias sistemáticas pelos MÉDICOS VETERINÁRIOS MUNICIPAIS, em cada Concelho, a todos os circos que aí se instalem e que utilizem animais nos seus espectáculos, seguindo o questionário elaborado e remetido a todos os Colegas pela Direcção Geral de Veterinária.
Neste, como noutros temas, a participação da população é fundamental – se souber de casos de maus-tratos de animais ou atropelos ao seu bem-estar, em circos, contacte o MÉDICO VETERINÁRIO MUNICIPAL do seu Concelho.
Esterilização de animais gratuita para munícipes carenciados
A Câmara Municipal de Oeiras vai passar a fazer a esterilização dos animais de companhia – canídeos e felídeos – dos munícipes que demonstrem não possuir meios para custear a respectiva cirurgia, dando-se prioridade aos idosos, salvaguardando assim o constante abandono de ninhadas na via pública.
Esta medida do Executivo Camarário tem em conta, por um lado, o facto da autarquia ter competências inequívocas na defesa e protecção da saúde pública e, por outro, o conhecimento de que muitas famílias de fracos recursos económicos terem na sua posse animais de companhia, sendo que em muitos casos, nomeadamente no que se refere a pessoas de idade, estes serem a sua única companhia.
Os munícipes interessados deverão fazer prova em como os animais lhe pertencem, através da apresentação do registo e licença na Junta deFreguesia da sua área de residência.Esta medida insere-se no âmbito do Plano Estratégico para a Gestão dos Animais de Companhia – PROJAAO (projecto de apoio ao animal de Oeiras), que se baseia no princípio de que a Autarquia deve contribuir para aconstrução e promoção de uma cultura de responsabilidade na gestão dos animais, procurando criar condições necessárias à tomada de consciência e mudança de atitudes em relação à forma de tratamento dos animais.
Uma das vertentes do PROJAAO é a esterilização dos animais adoptados no Canil Municipal e no Jardim Municipal de Oeiras – Projecto de Biocontrolo de Roedores.
A esterilização é o procedimento que torna os animais estéreis, incapazes de produzir descendência, e é uma medida que evita o aumento do número de ninhadas indesejáveis.
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Gostaríamos de saber mais pormenores sobre a forma de funcionamento desta louvável iniciativa pelo que convidamos a colega MVM de Oeiras a partilhar a experiência.
No campo da esterilização de animais, e embora o DL 315/03 atribua às Autarquias competências no seu incentivo, muitos colegas têm dúvidas até onde as Autarquias podem ou devem ir.
É assim necessário um melhor esclarecimento pela DGV e OMV das competências das Autarquias nesta área à luz dos novos conhecimentos da esterilização como forma de controlo populacional de errantes.
Outras iniciativas dos MVM´s no apoio à esterilização de animais têm surgido, como por exemplo:
[Seixal] – Esterilização gratuita para animais adoptados no canil
[Valongo] – Esterilização gratuita para animais adoptados no canil/ Comparticipação da esterilização de animais perigosos (em clinicas veterinárias) de munícipes carenciados
Com orgulho foi criado o blog da ANVETEM, que surge na sequência da necessidade de aproximação e informação de todos os seus associados aproveitando o excelente meio de divulgação que é a Internet, assim como, abrir as portas para conhecimento de todos os restantes colegas e do público em geral das actividades desenvolvidas pela ANVETEM e dos seus associados, os médicos veterinários Municipais.
Afigura-se dificil a existência de uma página da internet em que seja possível actualizar com a frequência de um blog como este, contudo, futuramente, será igualmente melhorado o actual site da Associação na internet (http://www.anvetem.pt/), por forma a servir de plataforma de esclarecimento/ apresentação desta Associação, complementando as novidades introduzidas no blog.
Este blog é composto por vários sectores. No corpo central encontrará as noticias mais importantes, renovadas se tal se justificar com uma frequência DIÁRIA. Na parte lateral verificará a existência de várias secções, onde pode consultar os temas em discussão, participar numa sondagem, ver os links para os sites mais úteis, entre outros.
Os temas serão colocados tendo em conta que a leitura do blog não será apenas efectuada por Médicos veterinários Municipais mas por outros colegas e público em geral. Em temas mais “quentes” colocaremos uma área especial e posteriormente enviaremos uma password apenas para os associados a ela terem acesso.
De igual forma, os comentários são moderados pela ANVETEM a fim de tornar este blog sério e de respeito por esta profissão pela qual nos debatemos.
Convido assim em nome da ANVETEM todos os colegas a participarem e enviarem temas ou artigos que considerem relevantes para discussão ou apenas publicação.
As mensagens deverão ser enviadas para geral@anvetem.pt
Os nossos cumprimentos,
ANVETEM
Exclusivo Expresso
“Chips” dos cães com novas regras
Isabel Lopes18:40 Sexta-feira, 13 de Fev de 2009
Os médicos veterinários vão substituir as Juntas de Freguesia na inserção dos dados dos animais microchipados na base de dados da Direcção-Geral de Veterinária.
O processo de identificação electrónica dos cães vai ser simplificado, passando os médicos veterinários a ter a responsabilidade de inserir osdados no Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE) dos animais que tenham acabado de microchipar.
Este procedimento, que entrará brevemente em vigor, pretende dotar o sistema de um mecanismo mais eficaz e “menos burocrático”, como assume a sub-directora-geral de Veterinária, Julieta Carvalho.
Os “ajustamentos” no SICAFE e novas normas de licenciamento dos canis, com a introdução do regime de declaração prévia, inserem-se numa revisão do chamado “pacote dos animais de companhia”, quatro diplomas datados de 2003 deverão ser condensados, na sua quase totalidade, num único diploma, uma espécie de “Código do Animal de Companhia“, soube o Expresso junto do gabinete do ministro da Agricultura.
Para os médicos veterinários, a medida é bem vinda e poderá constituir um”passo de gigante” para que o SICAFE funcione. “O SICAFE não tem tido, até ao momento, qualquer eficácia”, disse ao Expresso o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Sameiro Sousa. O bastonário sublinha que a Ordem não foi ainda consultada sobre a nova legislação.
O mesmo se passa com o Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários(detentor desde 1991 de outra base de dados, o SIRA – Sistema deIdentificação e Registo de Animais) e com a Associação Nacional dos Médicos Veterinários dos Municípios.
Médicos veterinários e associações de defesa dos animais têm sido muito críticos relativamente ao SICAFE, que desde 2004 tornou obrigatória a aposição do chip nos cães de raças consideradas perigosas, utilizados na caça ou em exposição para fins lucrativos e comerciais, e, em 1 de Julho passado, alargado a todos os cães nascidos desde essa data.
O facto dos detentores dos animais terem de se dirigir às Juntas de Freguesia para estas inserirem os dados no SICAFE constituíam dois entraves: muitos donos não o faziam, designadamente por desconhecimento, e as Juntas, através da sua associação, a ANAFRE – Associação Nacional deFreguesias, queixavam-se de falta de meios para tal.
Segundo dados da Direcção-Geral de Veterinária (DGV), no início deFevereiro estavam inscritos no SICAFE 261 610 animais, dos quais 199 são gatos. A esmagadora maioria dos cães já se incluíam na obrigatoriedade de terem chip desde 2004, nomeadamente 1 438 cães perigosos, 8 958 potencialmente perigosos e 223 648 de caça.
A DGV desconhece quantos cães foram inscritos na sua base de dados desde 1de Julho de 2008 por se tratar de uma informação estatística não considerada relevante, dado que o cumprimento da lei é aferido, segundo Julieta Carvalho, pela “fiscalização”.
Hoje, comemoram-se 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin.
A ANVETEM faz questão de assinalar esta data celebrando deste modo as ciências da Vida e congratulando todos os Municípios que, de algum modo, são força activa no seu desenvolvimento. Os nossos sinceros agradecimentos, em particular, ao que às CIÊNCIAS VETERINÁRIAS diz respeito, destacando também os Municípios como sua força motora, através de:
Quis o acaso que a viagem de Darwin a bordo do HMS Beagle à volta do Mundo, se iniciasse em Cabo Verde e terminasse na Ilha Terceira, nos Açores.
Hoje em dia, a rota da CIÊNCIA E DAS CIÊNCIAS DA VIDA em particular, passa também, a nosso ver, pelos Municípios Portugueses, como acabamos de demonstrar.
Parabéns a quem, decidindo, o possibilita!
ANVETEM – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÉDICOS VETERINÁRIOS DOS MUNICÍPIOS
(elaborado pelo colega João Paulo – MVM de Boticas)
O que é a Língua Azul?
A língua azul é uma doença cujo agente etiológico é um vírus da família Reoviridae do género Orbivirus que afecta essencialmente os ovinos e se caracteriza por hipertermia, inflamação, ulceração, erosão e necrose da mucosa bucal, língua tumefacta e muitas vezes cianosada (língua azul), aborto, emagrecimento e perturbações locomotoras com claudicação provocadas por miosites, coronites e pododermatites.
Por vezes provoca a morte dos animais afectados em 8 a 10 dias ou, mais frequentemente, resulta em cura lenta com perturbações no crescimento e perda de condição corporal.
Pode infectar, geralmente de forma inaparente, caprinos, bovinos, ruminantes selvagens e dromedários.
A transmissão é feita através de um mosquito vector, o Culicoides spp. (outras formas de transmissão apenas foram observadas experimentalmente).
Qual o perigo da Língua Azul em termos de Saúde Pública?
Não existe perigo em termos de Saúde Pública relativamente à Língua Azul.
Qual o papel do médico veterinário municipal na detecção, combate e prevenção deste problema?
O Médico Veterinário Municipal, enquanto Autoridade Sanitária Veterinária concelhia e pólo de desenvolvimento local no apoio ao mundo rural, constitui-se como um elo importantíssimo na articulação com as Organizações de Produtores Pecuários (OPP), nas quais a DGV delegou competências para a execução das campanhas de vacinação e controlo do trânsito animal, bem como na vulgarização e formação dos produtores relativamente à etiopatogenia da Língua Azul e às estratégias preconizadas para o seu diagnostico, combate e profilaxia.
De referir que são inúmeros os casos de Médicos Veterinários Municipais que colaboram activamente com as OPP da sua área geográfica de intervenção nas campanhas de vacinação, no controlo do trânsito animal e na formação dos produtores. Esta conduta interventiva, dinâmica e colaborante, além de se constituir como uma incumbência funcional inerente ao desempenho das actividades do MVM, tem provado ser uma estratégia ajustada, como é prova inequívoca o sucesso na luta contra diversas enfermidades, como são exemplo a Raiva, a Febre Aftosa, a Equinococose e mais recentemente a Língua Azul.
No caso de aparecimentos de focos da doença, que medidas devem ser tomadas?
No caso de aparecimento de focos de Língua Azul deverá ser efectuada a declaração obrigatória nacional e europeia, bem como a implementação das medidas estratégicas de combate à doença consagradas no Decreto-Lei n.º 146/2002 de 21 de Maio e no Edital da DGV que, sumariamente, passam pela vacinação, delimitação de uma zona de protecção e de uma zona de vigilância, restrição/controlo do trânsito animal e desinsectização de animais e viaturas em trânsito.
No presente, a totalidade da área geográfica do território nacional está sujeita a restrições por serótipo 1, enquanto a área geográfica das Direcções de Serviços Veterinários da Região do Centro (apenas alguns concelhos), de Lisboa e Vale do Tejo (todos os concelhos), do Alentejo (todos os concelhos) e Algarve (todos os concelhos) estão sujeitas a restrições pelos serótipos 1 e 4 da Língua Azul.

Mapa das zonas de restrição da língua azul (fonte)