Situações como a descrita de seguida são da competência do Médico Veterinário Municipal como Autoridade Veterinária Concelhia, em articulação evidentemente com as restantes Autoridades. A inexistência (neste e noutros Concelhos) dessa Autoridade Veterinária Municipal provoca graves riscos para a saúde pública e segurança dos cidadãos em geral, colocando igualmente em risco o bem-estar dos animais.
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Pelo menos três cães, de médio porte, permanecem, há já alguns dias, no interior de uma casa abandonada na Rua Quinta de Santa Maria, em Maximinos. Os vizinhos desconhecem quem lá pôs os animais, mas dizem-se muito incomodados com a situação. “Os animais permanecem quase sempre no interior da casa e de vez em quando vêm até ao alpendre. Pelo menos um deles está preso por uma corrente e parecem ser bastante agressivos”, disse um dos moradores da zona, que recusou ser identificado “por receio de represálias”. Além do aspecto abandonado da casa, que já de si atrai “muita bicharada, como ratos e mosquitos”, os cães estão a incomodar a vizinhança. “Os bichos ladram a toda a hora. Se passa alguém na rua, eles ladram, se passa um gato, eles ladram. Seja de noite ou de dia”, disse o mesmo morador. Quando o ‘Correio do Minho’ (CM) foi ao local, apenas uma pequena tábua colocada no alpendre impedia os animais de descerem as escadas em direcção à rua. Ainda assim, um deles rosnou num tom bastante ameaçador. “Nós bem queríamos deitar de comer e beber aos bichos, mas eu, particularmente, tenho muito medo de lá ir. Tenho medo dos cães e do que possa lá estar dentro. Nunca vi cá ninguém a tratar dos animais. Eles devem estar mesmo abandonados”, disse o mesmo residente. Os moradores alegam que pelo menos uma queixa foi feita, via telefone, para as autoridades, mas o CM não conseguiu obter qualquer confirmação junto da AGERE (responsável pelo Canil Municipal), ou das entidades policiais (PSP e Polícia Municipal). A referida casa, pertencente a uma idosa que se encontra internada num lar, tem sido palco de tráfico de droga e de actos de prostituição. As portas e paredes chegaram a ser tapadas com tijolos e cimento, a mando da proprietária, mas mesmo assim acabaram por ser arrombadas. O mesmo aconteceu a uma vedação em rede colocada, em tempos à volta da casa.
Junta preocupada
O ‘Correio do Minho’ sabe que a situação é uma das preocupações do actual executivo da junta, tendo já o presidente da Junta de Maximinos, Sêco de Magalhães, feito várias diligências junto da proprietária e autoridades policiais e sanitárias.
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muito grande