Exmº Sr. Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo,
A ANVETEM (Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios)
teve conhecimento, através dos “media”, que o Município do Cartaxo está
sem Médico Veterinário Municipal, por motivos de aposentação do Colega que
aí se encontrava em funções, estando essa falta actualmente a condicionar
as questões de saúde pública e de segurança alimentar desse Concelho
(também de acordo com as mesmas fontes).
Deste modo, e agradecendo desde já a atenção de Vossa Exª para esta
matéria, a fim de esclarecer algumas questões que nos foram colocadas quer
pelos “media” quer por outros Colegas Médicos Veterinários, agradecemos
informação desse Município sobre a dotação de novo Médico Veterinário
Municipal para o Cartaxo, informação essa que divulgaremos no nosso blog,
em www.anvetem.com.
Certos de que o Cartaxo tem como prioridades a saúde pública, a segurança
alimentar dos seus consumidores, bem como o bem-estar animal e a segurança
dos cidadãos, aguardamos com expectativa uma resposta de Vossa Exªa.
Com os melhores cumprimentos,
ANVETEM
———————–
| Cartaxo sem veterinário municipal |
| O concelho do Cartaxo está sem veterinário municipal, o que impede a fiscalização, obrigatória por Lei.
A situação foi levada à última reunião de Câmara pelo vereador da CDU, Mário Júlio. A situação foi confirmada pelo vice-presidente do município. Paulo Varanda adiantou que a demora na substituição do anterior veterinário municipal se prende com o facto de o veterinário que vai assumir funções estar a prestar serviço no município de Coruche. |
XXX FEIRA DO FUMEIRO DE VINHAIS
A Feira do Fumeiro de Vinhais decorreu de 10 a 14 de Fevereiro celebrando este ano o seu 30.º aniversário.
A participação dos Serviços Veterinários Municipais centrou-se sobre a inspecção sanitária de todos os produtos alimentares expostos para venda.
De recordar que o excelente fumeiro de Vinhais tem como base de matéria-prima a raça suína Bísara.
Com a aplicação do REAI foi possível este ano ter a totalidade dos produtores registados e autorizados para o exercício da actividade produtiva local, com atribuição prévia do respectivo Número de Controlo Veterinário (NCV).
A estreita colaboração entre o Médico Veterinário Municipal e os Serviços Regionais da DGV possibilitou a realização das vistorias sanitárias e atribuição célere dos NCV.
Como nota final refiro que também participaram neste certame, 25 Estabelecimentos de Venda Directa, regionalmente designados por “Cozinhas Tradicionais”, que necessitam de ser enquadrados neste novo REAI, uma vez que o Decreto-lei n.º 57/99 de 1/03 foi revogado.
Duarte Diz Lopes
Médico Veterinário Municipal

CONVITE
Caros colegas:
Junto envio Flyer para promover iniciativa que decorrerá no próximo sábado, dia 27 FEV na Figueira da Foz e em que eu, José Romano, Médico Veterinário Municipal da Figueira da Foz, fui o seu principal promotor e estou na Organização do evento. Todos os interessados estão convidados a participar, o Programa é vasto (ver anexo) e há Baptismo (1ª lição) GRÀTIS para quem se quiser iniciar no Remo, Mergulho, Surf, Kayak e Bodyboard.
Estão também convidados para o almoço volante que se iniciará pelas 13 horas, logo após a Inauguração da Exposição de Lixo. Se alguém desejar passar o Fim de Semana agradeço que me contacte pessoalmente porque conseguirei preços especiais (José Romano – 963052639). Bem Hajam e serão Bem Vindos
Um abraço
José Romano

http://www.cm-loures.pt/fonewsdetail.asp?stage=2&id=2292
A Câmara Municipal de Loures promove, a partir de dia 17 de Fevereiro, uma
campanha de adopção de animais. Ao adoptar um animal abandonado, ganha um
amigo e salva uma vida.
Todos os dias o Gabinete Veterinário Municipal, responsável pela gestão do
Canil Municipal, recolhe animais errantes, para evitar a transmissão de
doenças infecciosas à população.
No passado mês de Janeiro foram recolhidos das ruas do concelho dezenas de
cães abandonados e/ou maltratados.
Após a desparasitação e vacinação, estes animais aguardam ansiosamente por
um dono responsável que queira cuidar deles e lhes dê afecto.
Associe-se a esta causa! Dirija-se ao Canil Municipal de Loures, situado
no Parque Urbano de Santa Iria de Azóia, Estrada Nacional 115-5, Portela
da Azóia, e adopte um animal.
Tenha em conta que os animais só podem ser adoptados após o cumprimento
das medidas de profilaxia obrigatórias que incluem a vacinação
anti-rábica, a colocação de microchip, o registo e licença emitida pela
Junta de Freguesia da área de residência que o dono terá que tratar.
A adopção de um animal não resolve o problema do abandono e
irresponsabilidade de muitos donos. Mas é um começo e uma nova
oportunidade de vida para muitos animais desta espécie, domesticada há
milhares de anos.
Para solicitar mais informações sobre a adopção destes animais, poderá
ligar para o Centro Veterinário do Parque Urbano de Santa Iria de Azóia,
através do seguinte número de telefone: 219 940 599.
Entretanto, conheça os animais de quatro patas que se encontram no Canil
Municipal à espera de uma família, através da Galeria de Fotos.
Consulte ainda o link do Gabinete Veterinário do site da Câmara Municipal
de Loures, em http://www.cm-loures.pt/aa_Ambiente_SomosGMVM.asp, e saiba
mais sobre o funcionamento do Canil Municipal e do Centro Veterinário que
faz atendimento às quartas e sextas-feiras, das 10h00 ao 12h00.
Adopte um animal!
Contacto:
Gabinete Veterinário Municipal
Instalações de Santa Iria de Azóia
Tel.: 219 940 599
Morada: Parque Urbano de Santa Iria de Azóia
Estrada Nacional 115-5, Portela da Azóia
A ANVETEM divulga, por este meio, o Projecto Life Habitat Lince Abutre,
destacando a respectiva sessão pública de lançamento, que decorrerá em
Moura, no próximo dia 26, com a presença (entre outras personalidades) do
Exmº Sr. Presidente da Câmara Municipal de Moura.
Este projecto, que conta com a parceria de diversas entidades, tem
envolvido também os Municípios de Barrancos, Mértola, Moura e Penamacor,
através dos respectivos Médicos Veterinários Municipais.
A ANVETEM agradece quer ao ICNB, quer à LPN o envolvimento desde o início
neste projecto, tendo efectuado o interface com os Municípios indicados.
Aos Colegas envolvidos, o nosso agradecimento também, ilustrando a
preciosa participação do Médico Veterinário Municipal e dos respectivos
Municípios como agentes valorizadores, defensores e potenciadores da
biodiversidade, da saúde animal.
http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=1684
Mação aposta na certificação da produção de presunto
A «capital do presunto», Mação, vai apostar na certificação de um dos
produtos mais afamados da região. Naquele concelho, dez empresas produzem
cinco mil toneladas de presunto por ano.
Café Portugal | quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
O concelho de Mação é responsável por 70% da produção nacional de
presunto, facto que levou os empresários do sector a iniciarem um processo
de homogeneização e certificação do presunto com vista a «abrir novos
mercados».
A certificação do presunto produzido no concelho de Mação resulta da união
das empresas transformadoras em torno de critérios e normas de qualidade
claras que, sob a designação de «Marca Mação», pretende promover o produto
mais emblemático do concelho.
Com cerca de uma dezena de empresas, 200 funcionários e cinco mil
toneladas de presunto produzidas por ano, Mação beneficia de um
«microclima favorável» ao sector e do saber fazer de «tradições
ancestrais».
António Louro, vereador da Câmara de Mação, garante que «se a altíssima
qualidade dos nossos presuntos permitiram granjear uma quota de mercado
tão grande, com a ‘Marca Mação’ e o processo de certificação que lhe está
intrinsecamente associado damos uma nova garantia, uma nova imagem, de
modo a ganhar uma maior homogeneidade entre todos os produtores na
fabricação e distribuição».
Além disso, assegura que este processo de certificação «é uma nova era que
se abre e que permite aumentar o nível qualitativo do produto final,
aliando e adaptando o saber fazer às realidades actuais do mercado e ao
tipo de produtos que o consumidor procura e necessita».
«É um salto que se dá», afirma António Louro, acrescentando que a «a
criação de sinergias e a junção da produção das várias indústrias permite
criar maiores quantidades e abrir novos horizontes à exportação».
A primeira empresa a iniciar o processo de certificação do presunto foi a
Damatta, que está localizada na freguesia de Envendos, o maior centro
produtor desta indústria no concelho. Segundo o director de operações da
empresa, Manuel Vaz, que começou a laborar em 1907 e facturou em 2009
cerca de dez milhões de euros, o «segredo do sucesso está nas
características ambientais e climáticas muito próprias de Mação, com um
microclima favorável à produção e secagem do presunto».
«Estamos no mercado há mais de 100 anos e o que nos diferencia é este
saber fazer ancestral e as condições ambientais, mas também a matéria
prima, a salga e a cura em si», frisa. Para o responsável da Damatta,
empresa que produz 1.800 toneladas de pernas de presunto por ano, o
processo de certificação «vem normalizar e conferir uma garantia acrescida
ao consumidor final de que está a adquirir o melhor presunto produzido em
Portugal». Uma opinião partilhada por Fernando Monteiro, veterinário
municipal e supervisor da execução do caderno de especificações.
De acordo com este responsável, com este processo de certificação, em que
as pernas são marcadas a fogo, o que se pretendeu foi «estabelecer um
conjunto de princípios que todos os produtores têm de respeitar, um
conjunto de passos em termos de fabrico e de exigência de qualidade,
criando um produto topo de gama».
«Promover um produto ao mais alto nível é promover as empresas e,
promovendo as empresas, estamos também a promover uma região», afirmou.
De realçar que tendo em conta que o tempo mínimo de processamento para
pernas com pernil (nove meses) os primeiros presuntos certificados estarão
aptos para consumo no final do próximo Verão.
http://mogadouronline.blogspot.com/2010/02/canil-intermunicipal-concluido.html
Infra-estrutura aguarda uma vistoria para poder abrir as portas já no
próximo mês
O canil intermunicipal que vai servir os concelhos de Bragança, Mogadouro,
Miranda do Douro e Vimioso deverá entrar em funcionamento nas primeiras
semanas de Março.
A infra-estrutura, que pretende dar resposta a um problema antigo da
região, aguarda, apenas, a vistoria pelas entidades competentes.
O novo equipamento ficará instalado na zona industrial de Vimioso e custou
cerca de 650 mil euros, um montante repartido pelos quatro municípios
abrangidos.
A nova unidade vai funcionar como canil, mas também como gatil e terá,
ainda, capacidade para alojar alguns animais de grande porte, de forma
temporária. O equipamento vai dispor, igualmente, de um hotel, para que as
pessoas possam deixar os animais de estimação quando se ausentam da sua
residências. Esta ala é composta por 13 celas, custando o seu aluguer 30
euros por dia, um valor que varia conforme o tipo, tamanho ou condições de
estadia do animal.
Já o canil tem 10 celas para albergar os animais e mais três espaços para
quarentenas.
Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo,
“o canil é um bom exemplo dos investimentos intermunicipais, visto que se
trata de um equipamento de qualidade, que vai servir quatro concelhos”.
Equipas vão fazer a recolha dos animais em cada um dos municípios
envolvidos no projecto
O novo equipamento poderá ajudar a combater um problema “ de saúde
pública”, já que “haverá um maior controlo sanitário dos cães e gatos
vadios”, frisou o autarca.
Cada um dos municípios servido pelo canil vai criar uma equipa de recolha
e uma viatura transformada fará o transporte dos animais para aquele
espaço, que vai ter controlo sanitário.
Os responsáveis pela gestão do equipamento vão, ainda, criar um sítio na
Internet, onde vai ser disponibilizada toda legislação em vigar
relacionada com esta matéria, bem como as linhas telefónicas que poderão
ser utilizadas pelos munícipes para entrarem em contacto com os serviços
do canil. Esta via poderá servir para denunciar situações de abandono,
atropelamento ou animais que precisem de ajuda.
Este é o segundo canil no Nordeste Transmontano, visto que já existe um
que serve os concelhos da Terra Quente.
http://www.destakes.com/redir/8fccf123b6a93e271fe85e1f193b4d47
As prometidas obras no canil municipal de Vila Franca de Xira já
arrancaram e prevêem a construção de um gatil com dez boxes, situado na
parte de trás do edifício, longe do alcance visual dos cães que ocupam
diariamente este espaço e a ampliação do espaço para os canídeos.
O vereador Vale Antunes convidou O MIRANTE a realizar uma visita guiada às
instalações, que têm capacidade para cerca de 50 cães e que se encontrava
lotado em Dezembro passado.
“O que sucede é que existem picos, mas são situações meramente
transitórias e temos uma excelente relação com outros canis na região,
nomeadamente em Loures, e fazemos intercâmbio, recebendo ou transferindo
animais, e garantindo-lhes sempre boas condições de estadia”, esclareceu o
responsável pelos serviços municipais.
Quanto a acusação feita pela Associação dos Amigos dos Animais de Vila
Franca de Xira de que “os animais estão a morrer” e que “existem
demasiados cães por box”, o vereador diz que “é uma mentira pura!”.
“Convido quem quiser a visitar o canil, quando quiser e as vezes que
quiser, para constatar essa não verdade”, diz em tom de desafio.
Também o veterinário municipal diz “são cumpridos todos os requisitos
legais e os cães não são abatidos indiscriminadamente, mas apenas aqueles
que são demasiado agressivos ou com doenças de carácter de saúde pública”.
Vale Antunes chama ainda a atenção para a presença de um stand do canil
municipal durante a Exposição Canina, nos próximos dias 6 e 7 de Março, no
Pavilhão Municipal de Castanheira do Ribatejo, onde irão ser doados
diversos animais pertencentes ao canil. “Temos algumas expectativas de
adopção de animais, especialmente os mais jovens, que são os mais
procurados e que saem do canil já perfeitamente vacinados e identificados,
tal como a lei exige”, esclarece o autarca.
Há já algum tempo que acompanhamos a grave situação que envolvia a detenção de um grande número de canídeos, que se encontravam em precárias condições hígio-sanitárias e de bem-estar animal, no nosso Concelho de Loures, em concreto no Casal da Moura.
Primeiro enquanto Munícipe do Concelho de Loures, e agora dentro das responsabilidades afectas ao Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Loures. No âmbito desta função, e inerentes responsabilidades, procuramos dar continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo Município de Loures e demais entidades, no sentido de levar esta situação a bom termo.
O seu desfecho ocorreu agora, na sequência do decretamento do procedimento cautelar, emitido pelo Tribunal da Comarca de Loures. De imediato agregamos os esforços e meios necessários à regularização da situação. Temos a referir que o terreno em causa já se encontra limpo do amontoado de ossos e outros resíduos que por ali proliferavam, e que os canídeos foram recolhidos e se encontram à guarda do Centro Veterinário Municipal de Loures. Salientamos e agradecemos a ajuda dos Centros Veterinários Municipais de Lisboa, Vila Franca de Xira, Odivelas, e Amadora, no acolhimento e transporte de alguns dos canídeos, uma vez que as instalações afectas ao Município de Loures não eram suficientes, para alojar a totalidade dos canídeos recolhidos.
Asseguramos que vão ser empreendidos todos os esforços, para que a totalidade dos canídeos recolhidos, tenha a oportunidade de vir a ser adoptado por quem prove ter condições de lhes proporcionar um bem-estar e saúde condignos. Aproveitamos esta oportunidade, para lançar um apelo a todos aqueles que se preocupam, para a necessidade de um esforço conjunto e transversal, para encontrar novos donos para estes animais.
Aproveitamos ainda, para publicamente, agradecer o esforço e dedicação dos funcionários do Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Loures, e em especial ao Gabinete Médico Veterinário, pela abnegação com que diligenciou uma regularização, que já há muito se impunha. Salientamos e agradecemos ainda ao Centro de Saúde de Loures e à Polícia de Segurança Pública de Loures, sem os quais, muito dificilmente a situação teria sido regularizada, com o nível de lisura e eficácia que todos podemos constatar.
Os canídeos podem ser visitados no Centro Veterinário Municipal de Loures, e as suas fotografias encontram-se disponíveis online, no site da Câmara Municipal de Loures.
Ricardo Lima
Vereador do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Loures
http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=18927
A campanha de desratização deste ano será marcada pela aplicação de um novo veneno de controlo de roedores nas zonas urbanas. Terá a forma de pastilhas substituindo os antigos grãos de trigo para um melhor combate sobretudo aos chamados murganhos. São duas fases de distribuição do veneno de controlo de ratos e ratazanas, coincidentes com o início das sementeiras e com a época de colheita do milho.
Nos meses de Março e Setembro, as autarquias de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória e o governo regional através dos serviços da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário (DRDA), em colaboração com as juntas de freguesia, vão dar inicio à campanha de desratização de 2010, uma iniciativa conjunta que traz este ano um novo raticida a ser aplicado nas zonas urbanas. Em declarações ao nosso jornal, o médico veterinário do município de Angra do Heroísmo indica as razões que levaram à substituição do veneno em grãos de trigo por pastilhas, até então utilizado para o efeito. “Aparentemente há alguma resistência sobretudo dos murganhos ao veneno que nós temos aplicado nos últimos anos. Esse veneno tem funcionado relativamente bem a nível de ratos de campo – ratos castanhos e ratazanas –, já com os pequenos, os murganhos de casa, não tem sido tão eficaz”, explica Diogo Costa.
Na prática, continua, a aplicação do raticida em grãos de trigo será mantida nas pastagens pelos serviços do DRDA, sendo que o município entendeu tomar a opção por um principio activo diferente numa apresentação também diferente para fazer o controlo de roedores nas zonas urbanas. “As pastilhas serão mais eficazes. Têm é a desvantagem de serem bastante mais dispendiosas e de apresentar uma menor resistência à humidade, o invólucro e a embalagem são mais sensíveis à água”, considera. Enquanto a autarquia de Angra do Heroísmo está responsável pelas zonas públicas do Relvão, Jardim Duque da Terceira, Mercado Municipal Duque de Bragança, zona da ETAR e Parque de Oficinas, cabe à comunidade em geral estabelecer o contacto com os serviços da Junta de Freguesia da sua área de residência para ter acesso ao raticida, gratuitamente, a aplicar nas zonas consideradas estratégicas da sua habitação.
O médico veterinário alerta para o facto de se tratar de um “trabalho colectivo” e, por isso, sublinha a importância de envolver todos na campanha. Essa importância estende-se não só às medidas de aplicação responsável e cuidada do raticida mas também, e sobretudo, ao trabalho de prevenção. “A aplicação de raticida deve ser o último passo. Primeiro há que colocar em prática uma série de medidas preventivas que, por exemplo, passam por evitar a acumulação de lixo doméstico ao redor das suas residências e manter a vegetação bem cortada nos quintais para os ratos não terem abrigo”, aponta. Igualmente problemático, alerta ainda, é a existência de casas devolutas e em ruínas em elevado número na ilha Terceira, consideradas “locais extraordinários” para a criação e propagação de roedores. “É importante que toda a gente faça a desratização. Se alguém controlar na sua casa e o vizinho não o fizer o problema irá persistir”, frisa.
Distribuição e formação
Outras das novidades da campanha de desratização de 2010 é a distribuição de panfletos por diversos pontos da ilha Terceira sobre as medidas preventivas e de segurança na aplicação do raticida, no sentido de fazer chegar a informação à população em geral, e uma acção de formação destinada aos representantes das juntas de freguesia no que diz respeito à forma como deve ser aplicado o veneno correcta e seguramente.
Neste sentido, Diogo Costa indica os principais cuidados a ter na aplicação desses princípios activos, que passam pela utilização de vestuário adequado, luvas, não sendo aconselhável fumar nem a ingestão de alimentos durante o processo por questões de segurança. Já sobre as designadas estações rateiras, o médico veterinário explica que o ideal são caixas plásticas ou de madeira, estanques e impermeáveis, de difícil acesso a outros animais domésticos, cuja localização deve estar devidamente identificada.
“Sem dramatismos”
Apesar de, em termos gerais, reconhecer existir este ano um problema excedente de ratos face ao ano anterior, fruto provavelmente das más condições meteorológicas verificadas este Inverno, Diogo Costa desdramatiza a situação. “Não gosto de dramatizar. Os ratos existem, são preocupantes, e devemos agir”, prontifica, esclarecendo que dentro da zona classificada do Património de Angra “não é dos lugares onde existem mais queixas”. O médico veterinário revela que foram registadas nos serviços da autarquia várias queixas de moradores de todo o concelho de Angra do Heroísmo, sobre a existência de roedores, sobretudo no final do ano passado e no princípio de 2010. “Houve uma maior carência de alimento para os animais de pecuária e consequentemente a necessidade de recorrer às silagens mais cedo do que se esperaria, outro ponto crítico na criação e propagação de roedores”, explica Diogo Costa, rematando em suma que “os ratos são sem dúvida um problema de saúde pública e que podem transmitir doenças como a Leptospirose”.