[MVM Mação] certificação da produção de presunto

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Mação aposta na certificação da produção de presunto
A «capital do presunto», Mação, vai apostar na certificação de um dos
produtos mais afamados da região. Naquele concelho, dez empresas produzem
cinco mil toneladas de presunto por ano.
Café Portugal | quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
O concelho de Mação é responsável por 70% da produção nacional de
presunto, facto que levou os empresários do sector a iniciarem um processo
de homogeneização e certificação do presunto com vista a «abrir novos
mercados».

A certificação do presunto produzido no concelho de Mação resulta da união
das empresas transformadoras em torno de critérios e normas de qualidade
claras que, sob a designação de «Marca Mação», pretende promover o produto
mais emblemático do concelho.

Com cerca de uma dezena de empresas, 200 funcionários e cinco mil
toneladas de presunto produzidas por ano, Mação beneficia de um
«microclima favorável» ao sector e do saber fazer de «tradições
ancestrais».

António Louro, vereador da Câmara de Mação, garante que «se a altíssima
qualidade dos nossos presuntos permitiram granjear uma quota de mercado
tão grande, com a ‘Marca Mação’ e o processo de certificação que lhe está
intrinsecamente associado damos uma nova garantia, uma nova imagem, de
modo a ganhar uma maior homogeneidade entre todos os produtores na
fabricação e distribuição».

Além disso, assegura que este processo de certificação «é uma nova era que
se abre e que permite aumentar o nível qualitativo do produto final,
aliando e adaptando o saber fazer às realidades actuais do mercado e ao
tipo de produtos que o consumidor procura e necessita».

«É um salto que se dá», afirma António Louro, acrescentando que a «a
criação de sinergias e a junção da produção das várias indústrias permite
criar maiores quantidades e abrir novos horizontes à exportação».

A primeira empresa a iniciar o processo de certificação do presunto foi a
Damatta, que está localizada na freguesia de Envendos, o maior centro
produtor desta indústria no concelho. Segundo o director de operações da
empresa, Manuel Vaz, que começou a laborar em 1907 e facturou em 2009
cerca de dez milhões de euros, o «segredo do sucesso está nas
características ambientais e climáticas muito próprias de Mação, com um
microclima favorável à produção e secagem do presunto».

«Estamos no mercado há mais de 100 anos e o que nos diferencia é este
saber fazer ancestral e as condições ambientais, mas também a matéria
prima, a salga e a cura em si», frisa. Para o responsável da Damatta,
empresa que produz 1.800 toneladas de pernas de presunto por ano, o
processo de certificação «vem normalizar e conferir uma garantia acrescida
ao consumidor final de que está a adquirir o melhor presunto produzido em
Portugal». Uma opinião partilhada por Fernando Monteiro, veterinário
municipal e supervisor da execução do caderno de especificações.

De acordo com este responsável, com este processo de certificação, em que
as pernas são marcadas a fogo, o que se pretendeu foi «estabelecer um
conjunto de princípios que todos os produtores têm de respeitar, um
conjunto de passos em termos de fabrico e de exigência de qualidade,
criando um produto topo de gama».

«Promover um produto ao mais alto nível é promover as empresas e,
promovendo as empresas, estamos também a promover uma região», afirmou.

De realçar que tendo em conta que o tempo mínimo de processamento para
pernas com pernil (nove meses) os primeiros presuntos certificados estarão
aptos para consumo no final do próximo Verão.

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