Esterilização obrigatória por Lei
Estima-se que em Portugal serão mais de 100.000 os animais anualmente eutanasiados nos centros de recolha oficiais. Este número além de assustador em termos de ética social também o é em termos económicos. Por exemplo, o preço médio de recolha, alimentação, eutanásia e incineração de um canídeo médio ronda os 60 euros, ou seja, por ano em Portugal gasta-se 6 milhões de euros na captura e abate de errantes, sem que sejam estudadas formas de minorar este gasto económico e diminuir a perda de tantas vidas animais.
Através de estudos já realizados, conclui-se que a esterilização dos animais é o único processo que poderá diminuir de forma definitiva a reprodução dos animais. Para que surtam resultados médio/longo prazo, a esterilização deve ser executada na maioria dos animais. Para tal sou acérrimo defensor da esterilização obrigatória por Lei.
Contudo, a esterilização não deve ser unicamente imposta. A população detentora de animais deve ser sensibilizada para os seus benefícios em termos de saúde publica e de saúde do próprio animal, como a diminuição do aparecimento de tumores mamários.
Paralelamente deve o Estado facilitar o acesso à esterilização, comparticipando-a e regulando o seu preço junto das clínicas veterinárias.
Será possível a substituição da eutanásia pela esterilização nos animais capturados nos centros de recolha oficiais? Certamente que não. Acrescentava-se um gasto maior que seria o da manutenção destes animais que na sua maior parte não arranjariam dono. No entanto, devem também estes centros de recolha oficiais e respectivas Autarquias modernizar-se e munir-se de meios adequados a poderem proceder à esterilização dos animais adoptados.
Apenas com um esforço global e a abordagem deste tema numa nova perspectiva poderemos mudar a actual passividade a que temos assistido em Portugal perante a falta de controlo populacional de animais.
Fernando Rodrigues
Médico veterinário Municipal de Valongo
A Câmara Municipal procede também à esterilização dos cães e gatos
alojados no Canil Municipal que sejam adoptados, uma forma de controlar a
reprodução dos cães e gatos e diminuir também o número de animais
abandonados. Todos os animais adoptados no Canil Municipal são igualmente
vacinados contra a raiva e identificados com microchip, gratuitamente.
Se pretende adoptar um cão visite o Canil Municipal, todos os dias úteis,
entre as 14:00h e as 15:30h. Para a entrega e recuperação de cães, os
funcionários do Canil Municipal recebem os munícipes, todos os dias úteis,
entre as 14:00h e as 15:00h.
No Canil Municipal vai encontrar cães saudáveis, de várias raças, cores e
tamanhos que esperam ser adoptados por uma nova família!
http://www.publico.clix.pt/Local/tartaruga-de-couro-deu-a-costa-em-alcobaca_1420476
Um exemplar com quase dois metros de comprimento de uma tartaruga de couro
deu à costa na praia da Mina, em Alcobaça. O episódio invulgar levou a que
o município contactasse instituições científicas para averiguar do
interesse sobre o animal, que segue hoje para o Museu Nacional de História
Natural, em Lisboa.
A tartaruga-de-couro, com 1,97 metros de comprimento, apareceu morta (DR)
“Foi encontrada só ontem [quinta-feira] ao final do dia. Mas já ali estava
há 48 horas. Trata-se de uma praia pequena, de difícil acesso, muito pouco
frequentada”, disse a bióloga da Câmara de Alcobaça, Sofia Quaresma.
A especialista afirma que as autoridades locais entraram então em contacto
com várias instituições museológicas e científicas para sondar o interesse
neste exemplar. “Só obtivemos resposta do Museu Nacional de História
Natural”, afirmou Sofia Quaresma.
Segundo a bióloga, esta espécie de tartaruga de couro (Dermochaelis
Coriacea), que frequenta uma área geográfica vasta – que pode ir da
Islândia à Nova Zelândia –, é cada vez mais rara. “E são cada vez mais
avistadas no Atlântico norte, o que pode sugerir alguma influência das
alterações climáticas”.
Sofia Quaresma e a veterinária Cristina António já detectaram 77 animais
de oito espécies na zona costeira de Alcobaça (incluindo Nazaré) desde
2004, mas nunca uma tartaruga destas. O animal apresentava traumatismos de
contacto, talvez provocados por embarcações, e não tinha vestígios de
redes nem arpões, as causas mais comuns de morte entre as tartarugas
marinhas.
Por vezes surgem pedidos de licenciamento destas estruturas em
conjugação com um fim comercial, habitualmente a exploração como hotel;
esta combinação não é recomendável, a não ser em casos muito específicos
e se em instalações diferenciadas e com circuitos de entrada e saída
totalmente independentes. Ainda assim, esta hipótese acarreta muitos
riscos de contágio dos animais hospedados, cujo estatuto sanitário é
conhecido e salvaguardado, dada a proximidade de animais cuja condição
sanitária é, na maior parte das vezes, desconhecida.
Outra hipótese mais frequente, mas também com maiores riscos, é a de
combinar a utilização do centro de recolha oficial com uma associação de
protecção animal, que em muitos casos assume a sua direcção.
Esta combinação não é autorizada, quer porque a direcção do centro de
recolha cabe ao médico veterinário municipal, quer porque ao centro de
recolha compete dar cumprimento a determinações de natureza sanitária
e de salvaguarda da saúde pública, que não podem ser delegadas em
outras entidades.
http://ec.europa.eu/dgs/health_consumer/sanco_e_mag/index_en.htm
Numa verdadeira “cascata” de serviços veterinários oficiais, os médicos
veterinários municipais representam o elo essencial às populações, pondo
em prática as políticas prioritárias da União Europeia, no que respeita a
qualidade e segurança alimentar, saúde pública e saúde e bem-estar animal,
contribuindo assim para uma Europa mais saudável, mais segura e com mais
confiança.