Ontem, à saída da GNR de Montalegre, onde apresentou queixa contra desconhecidos, Jorge Pereira mal conseguia falar com o “desgosto”. Depois de ser visto por um veterinário local, o seu dogue alemão ainda chegou com vida a uma clínica veterinária de Chaves. No entanto, acabou por morrer pouco tempo depois. Segundo o relatório do médico-veterinário, a causa de morte mais provável foi intoxicação por estrecnina. “Nós vimos-lhe meter qualquer coisa à boca e passado pouco tempo já se estava a deitar”, conta Jorge, ainda com a voz embargada.
António e Céu Afonso também ficaram sem o Rox e o Simba. “Faziam parte de nós. É injusto, tratávamos bem deles, tinham as vacinas em dia. Só andavam soltos, mas não faziam mal a ninguém”, explica Céu. “É um acto de cobardia”, acrescenta António.
As mortes têm ocorrido quer na sede da vila, quer em algumas aldeias, nomeadamente em Meixedo, Codeçoso e Donões. “Estamos sem dúvida perante envenenamentos premeditados e feitos de forma organizada. É de lamentar! Há pessoas a chorar, pois estamos não só a falar de cães vadios mas também de cães de guarda que os donos não trocavam por nada deste mundo”, afirma o veterinário municipal, revelando que já foram recolhidos órgãos de alguns animais, no sentido de se proceder a análise.
Embora a maioria das pessoas tenha optado por não apresentar queixa formal na GNR, ontem já havia sete participações. Ao que o JN conseguiu apurar, há uma desconfiança generalizada de que os envenenamentos estejam a ser praticados pelos próprios serviços da Câmara, que desta forma quererão fazer uma “limpeza com pouco trabalho”. O JN sabe, aliás, que a GNR já terá feito buscas a veículos dos serviços operacionais da autarquia. No entanto, não terá sido encontrado nenhum indício. Mas esta tese também não encaixa com o facto de não estarem apenas a morrer cães vadios.
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“So andavam soltos, nao faziam mal a ninguem” To have a pet implies a certain amount of responsability towards that animal and “andar solto” is not one of them. Poisoning of animals happens often in the south african urban areas but the objective is to kill the animal so that the house can be burgled. The death of the animal is quite horrendous, a strong rat poison is usually mixed with some meat and thrown over the wall for the animals to eat. within 20 minutes the animal starts with convulsions and dies with a blue tongue. If you are interested I can find out the name of the poison.
Manuela Nolasco Lamers