Câmara Municipal da Trofa vai levar a cabo “obras de reajustamento das estruturas existentes” no Centro de Recolha Oficial da Trofa – Canil/Gatil. Apesar de “muitos animais” serem abandonados, o número de adopções aumentou em 2010.
As obras de requalificação do canil municipal da Trofa devem começar entre o final do mês de Janeiro e o início de Fevereiro. A garantia foi dada pelo vereador Assis Serra Neves, numa entrevista onde explicou a necessidade desta empreitada.
“Somos obrigados a licenciar este espaço” pela Direcção Geral de Veterinária, adiantou. Por isso, o executivo elaborou um novo regulamento “que foi aprovado em reunião de Câmara e posteriormente submetido e aprovado por unanimidade em Assembleia Municipal” e agora o espaço é designado por Centro de Recolha Oficial da Trofa – Canil/Gatil.
Também fruto deste licenciamento será demolido o gatil, construído recentemente por um grupo de alunos da EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques, e também um espaço que teria sido criado anteriormente para albergar mais cães. “Não tem condições nenhumas, isto foi criado para conseguir ter mais animais e não estava licenciado, portanto é para destruir completamente. A parte do gatil também é para destruir, porque não tem condições nenhumas e não está legalizado, foi construído recentemente com muito boa vontade, mas tem de ser destruído”, explicou o autarca.
As “obras de reajustamento das estruturas existentes” vão contemplar uma enfermaria, um espaço de quarentena para os cães que chegam ao canil, um gatil e um espaço aberto com ligação às jaulas, para que os cães possam correr ao ar livre.

Esta infra-estrutura “fundamental” vem proporcionar “melhores condições aos animais e disponibilizar um conjunto de serviços de apoio à comunidade”: “Acções de sensibilização com vista ao desincentivo do abandono dos animais de companhia, serviço de recolha e captura de animais, serviço de adopção, identificação electrónica (microchip), campanhas de vacinação e apoio técnico à occisão”, enumerou o responsável.
2010 foi um ano de “muitas adopções”
É “com pena” que Assis Serra Neves vê que o número de animais abandonados no concelho é elevado. No entanto nem tudo são más notícias e o vereador apresentou o número de adopções ao longo do ano de 2010. “Foram recepcionados 445 cães e desses 389 foram adoptados por munícipes e recolhidos 86 gatos e só temos dois”, adiantou.
“Neste momento existem dois gatos e 48 cães” ainda para adoptar. “Este é um resultado muito positivo e reconhecemos que não era possível se não tivéssemos a Associação Um Animal Um Amigo (AUAUA) a colaborar connosco”, salvaguardou.
Foram devolvidos 46 cães com microchip aos proprietários, dez foram abatidos devido às suas condições de saúde e foram ainda recolhidos na via pública em cadáver 107 cães e 54 gatos.
Por considerar o trabalho da AUAUA importante, Assis Serra Neves alerta para a próxima campanha de adopção nos dias 5 e 6 de Fevereiro: “Já aceitámos esta proposta e a associação vai fazer aqui no canil/gatil a próxima campanha de adopção”.
O Centro de Recolha Oficial da Trofa – Canil/Gatil da Trofa é da responsabilidade da Câmara Municipal, que lá faz as obras, a manutenção, patrocina todos os medicamentos e alimentação e a mão-de-obra para o tratamento dos animais e limpeza do espaço.
A Câmara Municipal de Olhão passou a disponibilizar na página Web da autarquia informações relativas aos Serviços Veterinários Municipais.
O espaço destina-se a esclarecer as dúvidas e o interesse dos munícipes sobre Saúde e Bem-Estar Animal, Saúde Pública Veterinária e Higiene e Segurança Alimentar.
De acordo com a autarquia, o portal faz ainda referência à legislação actual, aos avisos da Direcção-Geral de Veterinária, à Declaração Universal dos Direitos do Animal e a um «Tema em Destaque», actualizado periodicamente.
No menu «Saúde e Bem-Estar Animal» pode informar-se sobre o Canil Municipal de Olhão, identificar as regras de ouro da adopção e os cães potencialmente perigosos, assim como saber mais sobre vacinação e desparasitação ou identificação animal através de microchip.
Caros colegas :
Se quiserem ser seguidores do meu blog, façam favor!
ou vão diretamente :
http://animaisnacidade.blogspot.com/
ou no site da Câmara Municipal
http://www.cm-sjm.pt/2
clicam foto de cão que diz “blog animaisnacidade”
Cumprimentos a todos!
Vera Belo Marques
Médica Veterinária Municipal
Município de S. João da Madeira
http://animaisnacidade.blogspot.com/
Informação sobre serviços veterinários
já está on line em www.cm-olhao.pt
O sítio da Câmara Municipal de Olhão – www.cm-olhao.pt – já tem um espaço destinado à informação relacionada com os serviços veterinários do concelho. Basta aceder a Serviços Municipais e aí entrar em Serviços Veterinários Municipais. Encontramos uma panóplia de informação importante relativa a esta área que, a Autarquia acredita, será uma importante ajuda para quem se interessa ou precisa de esclarecimentos sobre o assunto.
Com mais esta facilidade, disponibilizada on line, os munícipes passam a ter acesso directo ao que é feito neste domínio por parte da Autarquia. Todos os interessados podem ficar a conhecer temas como Saúde e Bem-Estar Animal, Saúde Pública Veterinária e Higiene e Segurança Alimentar, para além da legislação existente sobre esta matéria, avisos que vão surgindo relacionados com os temas tratados pela Veterinária e ainda a Declaração Universal dos Direitos do Homem ou um Tema em Destaque que, periodicamente, será actualizado.
No primeiro dos destaques a que o munícipe ou qualquer visualizador desta página aceder – Saúde e Bem-Estar Animal – pode encontrar esclarecimentos sobre o Canil Municipal, As Regras de Ouro da Adopção, conhecer quais os Cães Potencialmente Perigosos, obter esclarecimentos sobre Vacinação e Desparasitação ou Identificação com Microchip.
Dentro de Canil Municipal, os amigos dos animais podem ainda conhecer alguns dos animais que foram recolhidos, adoptados e os que existem para adopção. Depois, é só dirigirem-se aos respectivos serviços e ‘adoptarem’ um dos animais que ali se encontram à espera de uma família que cuide bem deles.
É possível aceder directamente a este tema através do link http://www.cm-olhao.pt/portal_autarquico/olhao/v_pt-PT/menu_municipe/servicos_municipais/canil.
Gabinete de Relações Públicas
Município de Olhão, 24.01.2011
Na sequência do mail remetido a todos os Presidentes de Câmara relativamete à aplicação do DL 116/98:
“Exmo. Sr(a) Presidente,
Na sequência da publicação do DL 305/2009 de 23 de Outubro, estão as Câmaras Municipais a proceder a alterações da sua/respectiva estrutura orgânica.
Chamamos a atenção de V.Exa. de que há, nos municípios, serviços cuja criação está sujeita a regras especiais não subordinadas ao Regime Jurídico de Organização dos Serviços das Autarquias Locais. Entre eles, encontra-se o serviço do Médico Veterinário Municipal, regido pelo DL 116/98 de 5 de Maio que, no número 1 do artigo 4º, diz : “Os médicos veterinários municipais dependem hierárquica e disciplinarmente do presidente da câmara da respectiva área da sua intervenção” . Assim, a ANVETEM solicita/sugere – escolham a palavra mais diplomática – a V.Exa que diligencie a correcta revisão hierárquica a fim de o organograma da Autarquia que V.Exa preside possa contemplar o previsto na Lei, ou seja, a dependência directa do MVM do Presidente da CM.
ANVETEM”
Obtivemos a seguinte resposta da CM de Oliveira de Azeméis, com a criação da Unidade Orgânica de Competência Flexível de 3º Grau – Médico Veterinário Municipal - em cumprimento do n.º1 do art.º 4 do Decreto-Lei n.º 116/98, de 5 de Maio, directamente dependente do Executivo em permanência.
A ANVETEM agradece a resposta e parabeniza a Autarquia de Oliveira de Azeméis pelo cumprimento da Lei.
Exm.º Senhor Presidente
Associação Nacional dos Médicos Veterinários dos Municípios
Venho pela presente informar V.ª Ex.ª que:
- Ao abrigo do disposto no art.º 19º do Decreto – Lei n.º305/2009, de 23 de Outubro, esta Câmara Municipal promoveu a revisão dos serviços, tendo sido publicado:
a) O Regulamento de Organização dos Serviços Municipais – Estrutura Nuclear, no D.R., II Série, N.º234, Aviso n.º25220/2010, na sequência da aprovação em reunião do Órgão Executivo de 09 de Novembro de 2010 e Assembleia Municipal de 19 de Novembro de 2010;
b) O Regulamento da Organização dos Serviços Municipais – Equipas Multidisciplinares e Estrutura Flexível, no D.R., II Série, de 31 de Dezembro de 2010, na sequência da aprovação em reunião do Órgão Executivo de 21 de Dezembro de 2010; o qual foi objecto de renumeração, alteração e republicação integral, após aprovação na reunião de Câmara de 18 de Janeiro de 2011, actualmente denominado de “Regulamento de Organização dos Serviços – “Estrutura Matricial e Flexível”;
- Em cumprimento do n.º1 do art.º 4 do Decreto-Lei n.º 116/98, de 5 de Maio, directamente dependente do Executivo em permanência, foi criada a Unidade Orgânica de Competência Flexível de 3º Grau – Serviço Médico Veterinário Municipal, com a missão e competências descritas no art.º12º do referido Regulamento de Organização dos Serviços – “Estrutura Matricial e Flexível”.
Com os melhores Cumprimentos.
Margarida Mota Ferreira Chefe de Divisão Municipal Gabinete do Chefe/Responsável de Divisão Municipal Recursos Humanos
Submeteram-se a cirurgia 65 canídeos e felinos provenientes dos Canis e Gatis das Câmaras Municipais de Almada, Amadora, Loures e Sintra nesta primeira fase da campanha de esterilização de cães e gatos, que decorreu no dia 18 de Dezembro, em Lisboa, nas instalações do Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

A ANVETEM tem vindo a verificar que muitas Autarquias têm recentemente alterado os seus organogramas por forma a dar cumprimento ao disposto no DL 116/98, isto é, a dependência directa do Médico veterinário Municipal do Presidente da Câmara.
A ANVETEM está neste momento a analisar vários organogramas estando planeada a intervenção nas Autarquias em que o DL 116/98 não esteja a ser correctamente aplicado.
Deixamos aqui mais um bom exemplo de correcta hierarquia na Autarquia de Valongo com a criação do Gabinete Médico Veterinário Municipal de dependência directa do Sr. Presidente.
Artigo 5.
Gabinete Médico Veterinário Municipal
1-O Gabinete Médico Veterinário Municipal encontra-se na dependê cia directa do Presidente da Câmara Compete ao médico veteri ário Municipal.
2-Compete ao Gabinete Médico Veterinário Municipal:
a.Prestar todo o apoio técnico aos diversos serviços municipais nas áreas
da sua especialidade, designadamente ao nível da higiene pública
veterinária, sanidade animal, inspecção, controlo e fiscalização higinosanitária,
profilaxia e vigilância epidemiológica;
b.Promover a captura, remoção, apanha, tratamento e detenção de animais,
nos termos da lei e assegurar a gestão e funcionamento do Canil/gatil e
demais instalações técnicas associadas;
c.Elaborar, promover e acompanhar estudos e projectos de luta ecológica,
visando o controlo da população animal e emitir pareceres referentes a
questões de segurança e higieno-sanitárias relativas a animais;
d.Assegurar o cadastro da população animal, nomeadamente cães e
garantir o seu controlo nos termos da lei e manter acções inerentes,
profilaxia da raiva e outras doenças transmissíveis por animais;
A ANVETEM tem vindo a verificar que muitas Autarquias têm recentemente alterado os seus organogramas por forma a dar cumprimento ao disposto no DL 116/98, isto é, a dependência directa do Médico veterinário Municipal do Presidente da Câmara.
O mais recente foi a Autarquia de Chaves com a criação da Unidade Orgância de Fiscalização sanitária:
Artigo 2.ºGabinete de Fiscalização Sanitária
1 — O exercício da actividade do Médico Veterinário Municipal,
encontra-se regulamentado pelo Decreto-Lei n.º 116/98 de 5 de Maio,
sem prejuízo de outros diplomas legais específicos aplicáveis, em que
o Médico Veterinário Municipal assume papel de grande relevo no
âmbito das várias actividades quer no domínio da Saúde e bem-estar
Animal, quer no domínio da Saúde Pública Veterinária, da Higiene e da
Segurança Alimentar em toda a cadeia alimentar, relativa aos produtos
de origem animal.
2 — O Médico Veterinário Municipal é, ainda, por inerência do cargo,
a Autoridade Sanitária Veterinária Concelhia, cujos poderes lhe são
conferidos a título pessoal, não delegáveis, pela Direcção-Geral de Veterinária
(DGV) enquanto Autoridade Sanitária Veterinária Nacional e
pela Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar
(DGFCQA), enquanto Autoridade Coordenadora Nacional do Controlo
Oficial dos Géneros Alimentícios.
3 — O Médico Veterinário Municipal, conforme Decreto-Lei
n.º 116/98, depende hierarquicamente e disciplinarmente do Presidente
da Câmara da respectiva área de intervenção e funcionalmente do Ministério
da Agricultura do Desenvolvimento Rural e Pescas (MADRP),
cuja relação funcional é assegurada através das Direcções Regionais de
Agricultura e destas com a Direcção-Geral de Veterinária.
Todavia, o Médico Veterinário Municipal, enquanto Autoridade Sanitária
Veterinária Concelhia, tem poder de, sem dependência hierárquica,
tomar qualquer decisão, por necessidade técnica e científica, que entenda
indispensável ou relevante para a prevenção e correcção de factores ou
situações susceptíveis de causarem prejuízos graves à Saúde Pública,
bem como nas competências relativas à garantia da salubridade e segurança
alimentar dos produtos de origem animal.
Uma das propostas mais discutidas ao longo do mandato da actual Câmara tem sido a ideia lançada pelos vereadores do PSD de criação de um canil municipal.
No Orçamento e nas Opções do Plano aprovados na última reunião da Assembleia Municipal, incluiu-se uma verba de 1 euro, o que mostra o interesse pela criação de um canil, conquanto mostre igualmente que não é um investimento considerado prioritário. Esta inclusão foi um dos factores que contribuiu para que os vereadores do PSD em sede de Câmara votassem favoravelmente o Orçamento e as Opções do Plano.
No entanto, esta questão continua – e, presumo, continuará – a ser polémica.
É verdade que toda a actividade política deve ter no seu centro o Homem; porém, não podemos olhar para este princípio de uma forma fechada. Daí que seja importante pensar no canil como uma obra que servirá directa ou indirectamente os nossos munícipes e não como uma obra que servirá os cães. Na verdade, o canil não terá como objectivo principal dar um lugar digno para os animais perdidos ou abandonados. O objectivo principal é dar resposta a problemas que incomodam a generalidade das pessoas.
Com efeito, nós vivemos numa zona na qual se vê, com alguma frequência, animais abandonados ou perdidos. Alguns aparecem por causas comuns a qualquer região, como é o caso típico dos pais que compram irreflectidamente um cão para o filho e, quando descobrem que por trás de um animal bonito e sedutor está trabalho e despesa, optam pela solução mais fácil – abandonar o animal. Outros aparecem por causas próprias da nossa região. Como todos saberão, vivemos numa região em que temos várias zonas de caça – nas quais caça gente do nosso concelho e de outros – e em que este desporto é muito popular. Ora, sabemos que onde há caça, há cães, sendo normal que alguns se percam ou até sejam abandonamos. E o facto de vir gente de outras terras caçar na nossa não é despiciendo, visto que os que não são de cá com mais facilidade deixam ou perdem os seus animais.
No fundo, a verdade é que vivemos numa zona que ainda tem muito de rural e são muitas as pessoas, pelas mais variadas razões, que têm cães e teremos, por conseguinte, pelas mais variadas razões, animais a vaguear pelas ruas do nosso concelho.
E isto, efectivamente, cria um conjunto de problemas à nossa terra.
Primeiro, há a questão da segurança, não só no que diz respeito às pessoas – adultos e crianças –, mas também no que diz respeito aos seus animais domésticos. Na verdade, estes animais podem vir a constituir um perigo, uma vez que abandonados e em grupo podem ter comportamentos completamente imprevisíveis.
Segundo, há a preservação dos espaços públicos do nosso concelho. Se, mesmo quando acompanhados pelos donos, os animais danificam e sujam os nossos espaços públicos, é normal que sozinhos sujem e danifiquem muito mais.
Por último, há também a questão de proteger os animais que necessitam de um sítio condigno que os acolha.
Assim, quando se fala de canil, não se está a falar de uma obra dirigida sobretudo para os animais, como é um jardim zoológico. Está-se a falar de uma obra que abrigará os animais abandonados no nosso concelho, que constituem um perigo para a segurança e para a saúde pública. A principal preocupação do PSD não é os cães, as principais preocupações do PSD são as pessoas que podem ser atacadas pelos cães, são as pessoas que facilmente podem apanhar uma doença através dos cães e são os espaços públicos que podem ser danificados. Além de que não podemos continuar a olhar para os animais de uma forma tão desprezível, como se eles não fizessem parte da nossa vida.
Compreende-se, destarte, pelo que foi anteriormente dito, que os vereadores hajam dado tanta importância ao canil e votado favoravelmente o Orçamento e as Opções do Plano, apesar da quantia simbólica incluída no Orçamento e nas Opções do Plano. O PSD deverá, no próximo ano, continuar a pugnar pela construção de um canil que sirva a Mealhada. O primeiro passo foi dado, não obstante as objecções mostradas por alguns socialistas. A opção mais viável, ao nível dos custos, será sempre o canil intermunicipal que implicará naturalmente um acordo com concelhos limítrofes.
José António Pires
JSD Mealhada
Texto publicado no jornal Mealhada Moderna