
23 animais foram adotados em 2011 no âmbito das várias edições do Dia do Cão. Recorde-se que com esta iniciativa dinamizada desde 2005, em últimos Sábados do mês, na Praça da Liberdade, em Torres Vedras (em frente ao posto da Polícia de Segurança Pública), é proporcionada a adoção gratuita de canídeos provenientes do Canil Municipal, os quais são entregues devidamente vacinados, desparasitados e com um chip de identificação.
Uma burra com sinais de subnutrição foi recolhida da via pública, em Quarteira, e entregue aos serviços municipais de Loulé, que a colocaram no canil de São Francisco de Assis.

Animal, idoso e fraco, foi recolhido anteontem à tarde
Os serviços municipais foram contactados pela GNR, que detectou a burra num terreno junto às bombas da BP, anteontem, depois de ter sido alertada. “O animal estava subnutrido. Não se conseguiu identificar o proprietário e contactaram-se os serviços municipais”, disse ao CM fonte do comando da GNR.
De acordo com Paulo Pina, veterinário municipal de Loulé, “trata-se de um animal idoso e mal alimentado”. A mesma fonte acrescentou que o proprietário, de etnia cigana, já foi contactado e doou o animal, que está a ser acompanhado.
O Clube da Arrábida, associação que integra utentes e moradores do Parque Natural da Arrábida, interpôs uma acção popular contra a Câmara de Setúbal e a Direcção-Geral de Veterinária (DGV), a exigir a captura ou o abate de todos os cães vadios existentes naquela área protegida. A associação alega que existem ali mais de 100 cães selvagens, distribuídos por diversas matilhas, que estão a pôr em risco a segurança de quem frequenta a zona e representam um “grave problema de saúde pública”, já que não há qualquer controlo de doenças nos canídeos.
O problema arrasta-se há dez anos e, segundo a associação, tem vindo a piorar. Não há registo de ataques a pessoas mas as investidas contra os animais domésticos “têm vindo a aumentar consideravelmente, principalmente no Inverno”, lê-se no documento que deu ontem entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada. Em Maio, por exemplo, uma matilha entrou numa quinta, matou e comeu sete porcos.
“Não podemos esperar que haja um ataque a uma pessoa para agir”, diz Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida. A Câmara de Setúbal é, sublinha, responsável pela captura dos animais errantes no concelho. A autarquia admite que a situação tem piorado e diz que reforçou as acções no terreno. “Desde Abril que fizemos um reforço da intervenção e até pedimos ajuda ao Sepna [Serviço de Protecção da Natureza da GNR]. Mas não temos capacidade para capturar muitos animais, é difícil”, afirma o vereador do Ambiente, Manuel Pisco.
Jaulas danificadas
O vereador diz que os técnicos municipais já tentaram a captura através da colocação de jaulas com comida em locais frequentados pelos cães, mas “sistematicamente as jaulas são danificadas e a comida é retirada”, diz. Manuel Pisco considera que esta “é uma luta inglória” até porque, reitera, do outro lado da barricada estão as associações de defesa dos animais, que se insurgem contra as intervenções da câmara.
Manuel Pisco insiste, porém, que o abate dos animais compete à DGV, embora se mostre disponível para encontrar uma solução conjunta. “Já falámos com a DGV mas não houve abertura para avançar”, afirma, sublinhando que o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), que gere o parque natural, também tem responsabilidades no assunto. O instituto, por sua vez, remete quaisquer responsabilidades para a câmara, manifestando apenas “inteira disponibilidade para contribuir para a resolução do problema”.
Segundo o ICNB, em Maio foi pedido à DGV que publicasse um edital a explicar que é proibido alimentar os animais errantes. Tanto a câmara como o Clube da Arrábida garantem que essa actividade se mantém, permitindo a proliferação dos cães.
O PÚBLICO contactou ontem à tarde a DGV, mas apenas obteve resposta esta quarta-feira ao início da noite. Por escrito, a DGV diz que tem “acompanhado cuidadosamente” o assunto, em articulação com a Câmara de Setúbal, a Protecção Civil, o ICNB e o Sepna. “Tem sido realizada uma monitorização pela Câmara Municipal e pelas entidades policiais, com o acompanhamento dos Serviços Veterinários Regionais, não se confirmando alterações significativas do número de animais inicialmente identificado”, garante aquela entidade.
“A eventual deslocalização parcial destes animais para outros locais, onde o acesso a fontes de alimentação se encontrava disponível, terá criado a noção de um aumento da população em causa”, admite.
A DGV acrescenta ainda que a competência para capturar os animais vadios pertence à autarquia e que tem pedido à câmara que “implemente de forma célere as medidas acordadas, designadamente a recolha de animais e o controlo da alimentação indiscriminada pela população local”.
Notícia actualizada às 20h55: acrescenta a resposta da Direcção-Geral de Veterinária
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