Toque a reunir em defesa dos Direitos dos Animais – Rádio Clube de Mafra

Há quem defenda que é possível fazer mais e melhor pelo bem-estar dos animais, no concelho de Mafra. Maria Fernanda Marques é uma dessas pessoas. Depois de uma larga experiência de voluntariado na Associação para a Protecção aos Animais (APA), em Torres Vedras, diz que chegou a hora de os mafrenses se unirem e fazerem algo semelhante pelos “amigos de quatro patas”.

Residente há oito anos em Mafra, Maria Fernanda não tem dúvidas de que “há muita gente amiga e interessada nos animais neste concelho”, no entanto, “continua a fazer falta uma associação que defenda os direitos dos animais”.

Para começar, “a autarquia deve dar o exemplo e incentivar os munícipes a ter um animal”. Depois, “ir aconselhando nas várias publicações da Câmara como proteger um animal e, simultaneamente, sensibilizar as pessoas para não andarem com os animais na rua sem serem cuidados e a não defecar nos passeios”.

De igual modo, acrescenta, “a população deveria ser sensibilizada no sentido de esterilizar e castrar os seus animais”.

“Não se justifica que, em 2012, em pleno século XXI, ainda se abatam animais de companhia”, lamenta, salientando que “seria preferível a castração à eutanásia ou abate”.

“No canil municipal de Torres Vedras, não se abate animais; em Óbidos, não se mata animais; em Sintra, só os mais velhos e muito doentes é que são abatidos; Em Oeiras, abatem, mas incentivam os donos de animais a levá-los [ao canil] e esterilizá-los, gratuitamente”, observa.

E prossegue: “Em Castelo Branco, a autarquia deixou de recolher os animais das ruas e passou a castrá-los, não gasta dinheiro com a alimentação e conseguiu reduzir drasticamente a população de cães e gatos”.

Maria Fernanda defende, ainda, um maior incentivo à adopção no concelho de Mafra, algo que, na sua opinião, até não é fácil, em virtude de os interessados terem que pagar para ficar com um cão do canil municipal.

“Quem vai ao canil de Mafra para adoptar um cão tem que pagar, enquanto eu fui ao canil de Sintra buscar uma cadela esterilizada e desparasitada sem nenhum custo”, observa.

Os valores para adopção variaram, em 2011, entre os 19 euros e os 24 euros, ao abrigo do edital anual da Direcção Geral de Veterinária, sobre identificação electrónica e vacinação anti-rábica.

“De quem é a culpa? De todos nós. Eu vivo cá há oito anos e, se calhar, também devia, com outros munícipes de Mafra, todos juntos, criar um grupo e depois ir falar com os nossos autarcas”.

Maria Fernanda acredita que “se eles vissem a vontade da população em melhorar, porventura, também, podiam sentir-se motivados a mudar”.

Entre as acções da futura associação de defesa dos animais poderia, inclusive, constar “fazer voluntariado no canil municipal de Mafra, à semelhança do que se vê nalguns canis de outros municípios.”

No entanto, ressalva: “É óbvio que eu não faria voluntariado num canil onde se abatem os animais”.

Em Sintra, é muito fácil resgatar um animal do canil municipal. Basta dirigir-se ao canil e escolher o novo membro da família. Os animais, cães e gatos, são entregues já vacinados e desparasitados, ou seja, adoptar um novo amigo não acarreta qualquer despesa.

O canil municipal de Sintra tem centenas de cães e gatos para adopção e um blogue próprio com a foto de praticamente todos.

O município de Sintra desenvolvimento de acções de sensibilização junto das Escolas – “ABC do Cão” – e junto dos munícipes – “Manual do Dono Responsável”. Além disso, colabora com Clubes e Associações zoófilas e presta um serviço de recepção de animais e apoio ao domicílio.

O Canil Municipal de Torres Vedras encontra-se em funcionamento desde 2001 e nos últimos 3 anos acolheu muitos animais abandonados e entregues voluntariamente, tendo conseguido uma “nova família” para cerca de 1000 cães.

A Câmara Municipal tem desenvolvido políticas de promoção de adopção de animais abandonados, diariamente no Canil Municipal, no “Dia do Cão”, que decorre no último sábado de cada mês, entre Março e Novembro.

Os cães dados para adopção são devidamente vacinados e desparasitados, e, à semelhança de Sintra, os interessados em adoptar não têm qualquer despesa.

Já em Oeiras, o canil municipal cobra 24 euros pela adopção.

Dez vacas encontradas mortas numa herdade do Crato

Dez bovinos mortos, alegadamente por falta de alimento, e várias ossadas de outros animais, foram encontrados numa herdade no concelho do Crato, no distrito de Portalegre, pela veterinária municipal e pela GNR.

Contactada pela Agência Lusa, a veterinária municipal, Maria Rosário Matutino, adiantou que teve conhecimento deste caso, ocorrido na freguesia de Monte da Pedra, através de uma «denúncia com provas fotográficas».

Após ter tomado conhecimento desta situação, a veterinária municipal informou a GNR e, na companhia de uma brigada do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) deslocaram-se ao local.

«Naquele dia [final da semana passada] encontrámos dez vacas mortas, segundo me pareceu o proprietário estava a arrastá-las para uma zona de mato mais densa e ali iriam ficar até se decomporem as ossadas, como há inúmeras ossadas espalhadas pelo terreno», relatou.

Após contactarem o proprietário, reincidente neste tipo de casos, o mesmo relatou às autoridades que «tinha chegado à exploração um dia e estavam os animais todos mortos».

De acordo com Maria Rosário Matutino, a maioria das vacas que se encontram naquela exploração «estão muito magras».

«Não há comida no terreno e não se vê fardos de palha para alimentar os animais à mão», sublinhou.

A veterinária municipal do Crato adiantou que a exploração encontra-se em «sequestro», situação que leva «por Lei» o proprietário a ter que enterrar os animais quando ocorrem mortes na exploração.

Maria Rosário Matutino revelou ainda que já enviou um relatório para a Divisão de Intervenção Veterinária, em Portalegre, aguardando nesta altura o desenrolar do processo.

Portalegre: canil municipal sensibiliza para adopção

PedroAlegriaO canil municipal de Portalegre vai promover uma acção de sensibilização junto das crianças de várias escolas do concelho.
Numa primeira fase, haverá a visita do veterinário do município aos estabelecimentos de ensino, sendo que numa fase posterior, serão as escolas a visitar o canil, culminando todo o projecto numa exposição.
Canil_Pedro_Port




A promoção da adopção dos cães e gatos do canil municipal de Portalegre e o alerta para a realidade do abandono e maus-tratos são alguns dos objectivos desta acção de sensibilização, como explicou Pedro Alegria (na foto), veterinário municipal.
Ouvir aqui Pedro Alegria
O projecto nas escolas do concelho de Portalegre arranca no próximo mês de março.

Há cadelas com sorte – Notícia JN

vinhais

BE questiona Governo sobre utilização ilegal de animais em circos

Beijo feroz!

O Bloco de Esquerda (BE) criticou os circos de utilizarem ilegalmente animais de espécies protegidas, dirigindo uma questão ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT).

Segundo a Lusa, o BE indica estar em causa a portaria 1226/2009, que «proíbe a detenção de espécimes vivos da família dos felídeos e não permite que se utilizem nestes espectáculos animais que tenham sido adquiridos ou reproduzidos após 90 dias da sua entrada em vigor em Outubro de 2009».

O BE deu o exemplo do «Circo Chen», que no espectáculo de 2011 «Evoluzione», instalado no Campo Grande, em Lisboa, utilizou tigres «com apenas alguns meses».

Os bloquistas referem o uso de tigres (Panthera tigris – família Felidae) com «apenas alguns meses que são fotografados com os espectadores do circo».

Por sua vez, Miguel Chen indicou que os tigres foram utilizados no Coliseu e não no Campo Grande, e criticou aquele partido.

«A câmara tem parte no coliseu. Os coliseus são multimilionários e os do Bloco de Esquerda como são bons rapazes estão sempre a falar dos pobres, dos pobrezinhos e dos trabalhadores, mas quando toca aos que têm poder não dizem nada», comentou.

O responsável do circo lembrou notícias anteriores que davam conta de que a veterinária municipal nunca fez uma vistoria aos animais do Coliseu e que «aí o Bloco de Esquerda nunca se interessou, nem interessa porque aí não se toca».

O partido pretende saber se o Ministério tem conhecimento do uso de espécies protegidas em circos, o número de inspecções feitas na época natalícia, quais os seus resultados, e como irá o MAMAOT actuar para que a legislação seja cumprida.


http://www.publico.pt/Sociedade/be-questiona-governo-sobre-utilizacao-ilegal-de-animais-em-circos–1527597

OMS “profundamente preocupada” com o vírus mutante da gripe das aves

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou-se hoje “profundamente preocupada” com as pesquisas realizadas em laboratório sobre um vírus mutante da gripe das aves H5N1.

O laboratório holandês liderado por Ron Fouchier no centro médico universitário Erasmus de Roterdão anunciou em Setembro ter criado uma mutação do vírus H5N1 potencialmente capaz, pela primeira vez, de se transmitir facilmente entre mamíferos e potencialmente entre humanos.

A Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, também realizou um trabalho sobre o mesmo vírus, com as duas pesquisas a serem financiadas pelos institutos nacionais americanos da saúde (NHI).

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2011/12/31b.htm

Reino Unido acaba com quarentena de seis meses para animais de estimação

O Reino Unido vai simplificar as regras de entrada de animais de companhia no país (cães, gatos e furões) a partir de domingo, ao colocar um fim à obrigatoriedade de um período de quarentena de seis meses, imposta desde o século XIX.

De acordo com um comunicado do Ministério do Amiebte, citado pela agência France Press, “não há necessidade de impor uma quarentena de seis meses para animais de estimação, dada a evolução nos tratamentos veterinários e o aperfeiçoamento das vacinas contra a raiva”.

A partir do início do próximo ano, é apenas necessário que tenha passado um mínimo de 21 dias desde a administração da vacina contra a raiva e a entrada no Reino Unido.

Antes, os animais de estimação tinham que passar por um período de quarentena de seis meses após a realização obrigatória de exames ao sangue. Obrigatoriedade esta que já não existe nos restantes países da União Europeia, nem nos Estados Unidos ou Austrália, por exemplo.

Noutros países, como o Brasil, Índia e África do Sul, esses exames são ainda obrigatórios, mas o período de quarentena é de apenas três meses.

“O sistema britânico de quarentena foi introduzido no século XIX para combater a raiva e está largamente ultrapassado pelos avanços científicos”, referiu a ministra britânica do Ambiente, Caroline Spelman.

http://www.jn.pt/blogs/osbichos/archive/2011/12/29/reino-unido-acaba-com-quarentena-de-seis-meses-para-animais-de-estima-231-227-o.aspx

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