A Escola Universitária de Vasco da Gama (EUVG) vai assegurar a esterilização dos animais adoptados no canil/gatil municipal de Coimbra durante este ano. A iniciativa, apresentada hoje pelo vereador Luís Providência e pelo presidente da entidade instituidora da Escola Universitária, Luís Vilar, visa alertar a população para o excesso de cães e gatos vadios, situação que decorre, muitas vezes, do facto de se soltar os animais de companhia sem qualquer controlo de procriação.
A parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Coimbra e a EUVG prevê ainda uma avaliação epidemiológica e de saúde dos aimais do canil/gatil municipal.
Os detentores de animais adoptados no Centro Municipal de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Coimbra devem solicitar a esterilização junto da EUVG, fazendo prova da adopção.
No ano passado, o referido Centro Municipal acolheu 1690 animais, sendo que perto de uma quinta parte tinha até três meses de idade.
Segundo a autarquia, a população de animais abandonados na via pública tem “crescido exponencialmente ao longo dos últimos anos”.
Também médica veterinária, Patrícia Andreotti avalia que é uma “irresponsabilidade” ter deixado de realizar as campanhas públicas de vacinação. “Há diversos animais soltos na rua, além de pessoas que não têm condições de levarem seus bichinhos em clínicas particulares. Por ser um caso importante de saúde pública, as autoridades deveriam ter sempre o controle”, diz, alertando para os riscos de surtos da doença caso a prevenção não volte a ser feita.
http://www.odiariodemogi.inf.br/noticia_view.asp?mat=34245&edit=6
Região terá vacinação antirrábica

DANILO SANS
Suspensas há dois anos, as campanhas de vacinação antirrábica devem ser reiniciadas ainda neste primeiro semestre. Para garantir a imunização, o Ministério da Saúde iniciou novamente a distribuição de doses da vacina e indica que as ações já poderão ocorrer em fevereiro. De acordo com veterinários, a pausa de mais de dois anos na aplicação das doses representam risco à saúde pública e irresponsabilidade das autoridades. Nesta semana, a identificação da doença em uma gata morta em Moema virou destaque no noticiário nacional.
No início deste mês, a Pasta encaminhou a São Paulo cerca de 2 milhões de vacinas, sendo 1,2 milhões apenas para a Capital. Entretanto, o montante não foi destinado às campanhas gratuitas de vacinação, mas apenas para o bloqueio da doença em localidades onde há suspeita ou identificação de animais infectados. Já para a distribuição, outras 5 milhões ainda devem chegar ao Estado até o final do mês.
Apesar do anúncio do Ministério, a Secretaria de Estado da Saúde diz que só irá se programar quando estiver com as vacinas disponíveis, mas que “as campanhas devem ser iniciadas em questão de dias após o recebimento”.
Para o veterinário Marcelo Oliveira Lima, o problema deveria ter sido solucionado pelo Município, até porque, segundo ele, houve um aumento na população do principal vetor do vírus: o morcego hematófago (que se alimenta de sangue). “A doença está nos bairros, então deveria haver uma cobrança da Administração Pública no sentido de se garantir meios de não parar com as imunizações”, cobra.
De acordo com Lima, na falta de doses enviadas pelo Governo Federal, a própria Prefeitura ou o Governo do Estado poderia adquirir essas unidades. “O que não pode é deixar de fazer a prevenção”, alerta. A demora de quase dois anos para se resolver uma questão de saúde pública, para ele, é “algo inadmissível para a época na qual vivemos”.
Apesar de trabalhar principalmente com animais de grande porte, o veterinário explica que as vacinas são as mesmas aplicadas tanto em cavalos quanto em cachorros e gatos. O problema de rejeição, como foi verificado em 2010, já havia sido percebido por ele em 2004. “Falta uma atenção especial da indústria farmacêutica para melhorar as formas de fabricação e aumentar o número de pesquisas”, aponta.
Também médica veterinária, Patrícia Andreotti avalia que é uma “irresponsabilidade” ter deixado de realizar as campanhas públicas de vacinação. “Há diversos animais soltos na rua, além de pessoas que não têm condições de levarem seus bichinhos em clínicas particulares. Por ser um caso importante de saúde pública, as autoridades deveriam ter sempre o controle”, diz, alertando para os riscos de surtos da doença caso a prevenção não volte a ser feita.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, a entrega das 7 milhões de doses, que deveria ter sido realizada em setembro, atrasou devido ao “duplo teste realizado nas vacinas para garantir que o problema ocorrido em 2010 não venha a se repetir”. Ainda de acordo com a Pasta, os municípios já poderão realizar suas campanhas assim que receberem os lotes.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a campanha deve ser iniciada assim que receber as imunizações do Estado. O veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) Carlos Alverto Vicentin informa que desde 2008, Mogi da Cruzes identificou três casos de raiva em morcegos não hematófagos. Apesar de confirmar a presença de animais contaminados por morcegos hematófagos, o veterinário não precisou a quantidade nem a data dos últimos casos diagnosticados.
A notícia de que um gato morreu vítima do vírus da raiva em São Paulo deixou autoridades de saúde preocupadas. Há quase 30 anos a cidade não registrava casos da doença.A suspeita é que o vírus tenha sido transmitido por um morcego que se alimenta de frutas e que poderia estar numa das árvores de Moema, um bairro de classe média alta, conhecido pela quantidade de animais domésticos.
A vacinação de cães e gatos está suspensa na cidade porque a vacina matou alguns animais, mas a raiva ainda é uma ameaça no país, porque o vírus circula por vários estados. Desde 1983, não era registrado um caso de raiva em animais na capital paulista. Segundo a prefeitura de São Paulo, em outubro do ano passado um gato morreu. A dona, desconfiada, levou o corpo do animal para fazer exames na Universidade de São Paulo (USP). Os exames indicaram que o gato tinha contraído o vírus da raiva.
“A gente fez quatro provas em série e todas resultaram positivas para o vírus da raiva. Isso, associado aos sintomas que ele teve e ao histórico epidemiológico, dá grande segurança de que era raiva, de fato”, afirma Paulo Eduardo Brandão, virologista da USP. A suspeita é que o vírus tenha sido transmitido por um morcego. “Possivelmente o morcego que se alimenta de frutas acabou contraindo raiva e tende a ficar paralítico. Incapaz de voar e se movimentar, ele cai ao chão. O gato possivelmente foi tentar capturar esse morcego caído que, para se defender, possivelmente mordeu o gato e inoculou o vírus da raiva nesse gato”, acrescenta o virologista Paulo Eduardo Brandão.
Em cães e gatos os sintomas são: agressividade, salivação abundante e dificuldade para engolir. O cachorro ainda muda o latido. No ano passado, a vacinação contra a raiva atrasou em São Paulo e muitos donos pagaram para imunizar os animais. O Ministério da Saúde, responsável pela distribuição das doses, admite dificuldades. “No ano de 2010, a vacina que era utilizada apresentou problemas porque vários animais, principalmente gatos e cachorros de pequeno porte, apresentaram reações graves, alguns inclusive com morte do animal. Com isso, o ministério suspendeu a vacina. Em 2011, foram realizados testes de segurança nessas vacinas. Foi mudado o processo de fabricação para que a gente tenha uma vacina mais segura”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Segundo o ministério, ocorrem por ano no país cerca de 70 casos de raiva em animais. A raiva é transmitida por cães, gatos ou morcegos quando mordem ou arranham. A pessoa deve lavar o local com água e sabão e procurar os serviços de saúde. – A raiva sempre mata. Um caso de raiva é sempre letal. Em seres humanos, os sintomas são bastante inespecíficos no começo. Pode ser uma dor de cabeça ou uma sensação de coceira no local da mordida. Isso acaba evoluindo para convulsões, alucinações, paralisia e sempre coma e morte – alerta Paulo Eduardo Brandão, virologista da USP.
O Ministério da Saúde informou que dois milhões de doses da vacina contra a raiva foram enviados para São Paulo no início deste mês. A previsão é que o estado receba 7,5 milhões de doses, mas ainda não há data para a campanha de vacinação. No ano passado, dois casos de raiva humana foram registrados no Maranhão.
Como medidas imediatas vão intensificar a captura de animais de estimação vadios e, iniciar, brevemente, uma campanha massiva de vacinação, como disse o director dos serviços de veterinária, António José.
“Em relação a raiva a situação ainda é um bocado preocupante, se nós olharmos para a situação do país, principalmente em Luanda, acções estão a ser feitas para contornarmos a situação e julgo que nos próximos tempos talvez tenhamos outra evolução em relação a esta doença. Nós podemos falar da captura de animais vadios, estamos a organizar uma campanha massiva de vacinação a nível nacional que tem a duração de mais ou menos um ano, porque tivemos o ano passado um número que ronda mais ou menos 161 óbitos”, disse.
Há quem defenda que é possível fazer mais e melhor pelo bem-estar dos animais, no concelho de Mafra. Maria Fernanda Marques é uma dessas pessoas. Depois de uma larga experiência de voluntariado na Associação para a Protecção aos Animais (APA), em Torres Vedras, diz que chegou a hora de os mafrenses se unirem e fazerem algo semelhante pelos “amigos de quatro patas”.
Residente há oito anos em Mafra, Maria Fernanda não tem dúvidas de que “há muita gente amiga e interessada nos animais neste concelho”, no entanto, “continua a fazer falta uma associação que defenda os direitos dos animais”.
Para começar, “a autarquia deve dar o exemplo e incentivar os munícipes a ter um animal”. Depois, “ir aconselhando nas várias publicações da Câmara como proteger um animal e, simultaneamente, sensibilizar as pessoas para não andarem com os animais na rua sem serem cuidados e a não defecar nos passeios”.
De igual modo, acrescenta, “a população deveria ser sensibilizada
no sentido de esterilizar e castrar os seus animais”.
“Não se justifica que, em 2012, em pleno século XXI, ainda se abatam animais de companhia”, lamenta, salientando que “seria preferível a castração à eutanásia ou abate”.
“No canil municipal de Torres Vedras, não se abate animais; em Óbidos, não se mata animais; em Sintra, só os mais velhos e muito doentes é que são abatidos; Em Oeiras, abatem, mas incentivam os donos de animais a levá-los [ao canil] e esterilizá-los, gratuitamente”, observa.
E prossegue: “Em Castelo Branco, a autarquia deixou de recolher os animais das ruas e passou a castrá-los, não gasta dinheiro com a alimentação e conseguiu reduzir drasticamente a população de cães e gatos”.
Maria Fernanda defende, ainda, um maior incentivo à adopção no concelho de Mafra, algo que, na sua opinião, até não é fácil, em virtude de os interessados terem que pagar para ficar com um cão do canil municipal.
“Quem vai ao canil de Mafra para adoptar um cão tem que pagar, enquanto eu fui ao canil de Sintra buscar uma cadela esterilizada e desparasitada sem nenhum custo”, observa.
Os valores para adopção variaram, em 2011, entre os 19 euros e os 24 euros, ao abrigo do edital anual da Direcção Geral de Veterinária, sobre identificação electrónica e vacinação anti-rábica.
“De quem é a culpa? De todos nós. Eu vivo cá há oito anos e, se calhar, também devia, com outros munícipes de Mafra, todos juntos, criar um grupo e depois ir falar com os nossos autarcas”.
Maria Fernanda acredita que “se eles vissem a vontade da população em melhorar, porventura, também, podiam sentir-se motivados a mudar”.
Entre as acções da futura associação de defesa dos animais poderia, inclusive, constar “fazer voluntariado no canil municipal de Mafra, à semelhança do que se vê nalguns canis de outros municípios.”
No entanto, ressalva: “É óbvio que eu não faria voluntariado num canil onde se abatem os animais”.
Em Sintra, é muito fácil resgatar um animal do canil municipal. Basta dirigir-se ao canil e escolher o novo membro da família. Os animais, cães e gatos, são entregues já vacinados e desparasitados, ou seja, adoptar um novo amigo não acarreta qualquer despesa.
O canil municipal de Sintra tem centenas de cães e gatos para adopção e um blogue próprio com a foto de praticamente todos.
O município de Sintra desenvolvimento de acções de sensibilização junto das Escolas – “ABC do Cão” – e junto dos munícipes – “Manual do Dono Responsável”. Além disso, colabora com Clubes e Associações zoófilas e presta um serviço de recepção de animais e apoio ao domicílio.
O Canil Municipal de Torres Vedras encontra-se em funcionamento desde 2001 e nos últimos 3 anos acolheu muitos animais abandonados e entregues voluntariamente, tendo conseguido uma “nova família” para cerca de 1000 cães.
A Câmara Municipal tem desenvolvido políticas de promoção de adopção de animais abandonados, diariamente no Canil Municipal, no “Dia do Cão”, que decorre no último sábado de cada mês, entre Março e Novembro.
Os cães dados para adopção são devidamente vacinados e desparasitados, e, à semelhança de Sintra, os interessados em adoptar não têm qualquer despesa.
Já em Oeiras, o canil municipal cobra 24 euros pela adopção.
Dez bovinos mortos, alegadamente por falta de alimento, e várias ossadas de outros animais, foram encontrados numa herdade no concelho do Crato, no distrito de Portalegre, pela veterinária municipal e pela GNR.
Contactada pela Agência Lusa, a veterinária municipal, Maria Rosário Matutino, adiantou que teve conhecimento deste caso, ocorrido na freguesia de Monte da Pedra, através de uma «denúncia com provas fotográficas».
Após ter tomado conhecimento desta situação, a veterinária municipal informou a GNR e, na companhia de uma brigada do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) deslocaram-se ao local.
«Naquele dia [final da semana passada] encontrámos dez vacas mortas, segundo me pareceu o proprietário estava a arrastá-las para uma zona de mato mais densa e ali iriam ficar até se decomporem as ossadas, como há inúmeras ossadas espalhadas pelo terreno», relatou.
Após contactarem o proprietário, reincidente neste tipo de casos, o mesmo relatou às autoridades que «tinha chegado à exploração um dia e estavam os animais todos mortos».
De acordo com Maria Rosário Matutino, a maioria das vacas que se encontram naquela exploração «estão muito magras».
«Não há comida no terreno e não se vê fardos de palha para alimentar os animais à mão», sublinhou.
A veterinária municipal do Crato adiantou que a exploração encontra-se em «sequestro», situação que leva «por Lei» o proprietário a ter que enterrar os animais quando ocorrem mortes na exploração.
Maria Rosário Matutino revelou ainda que já enviou um relatório para a Divisão de Intervenção Veterinária, em Portalegre, aguardando nesta altura o desenrolar do processo.
O canil municipal de Portalegre vai promover uma acção de sensibilização junto das crianças de várias escolas do concelho.
Numa primeira fase, haverá a visita do veterinário do município aos estabelecimentos de ensino, sendo que numa fase posterior, serão as escolas a visitar o canil, culminando todo o projecto numa exposição.
A promoção da adopção dos cães e gatos do canil municipal de Portalegre e o alerta para a realidade do abandono e maus-tratos são alguns dos objectivos desta acção de sensibilização, como explicou Pedro Alegria (na foto), veterinário municipal.
Ouvir aqui Pedro Alegria
O projecto nas escolas do concelho de Portalegre arranca no próximo mês de março.
O Bloco de Esquerda (BE) criticou os circos de utilizarem ilegalmente animais de espécies protegidas, dirigindo uma questão ao Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT).
Segundo a Lusa, o BE indica estar em causa a portaria 1226/2009, que «proíbe a detenção de espécimes vivos da família dos felídeos e não permite que se utilizem nestes espectáculos animais que tenham sido adquiridos ou reproduzidos após 90 dias da sua entrada em vigor em Outubro de 2009».
O BE deu o exemplo do «Circo Chen», que no espectáculo de 2011 «Evoluzione», instalado no Campo Grande, em Lisboa, utilizou tigres «com apenas alguns meses».
Os bloquistas referem o uso de tigres (Panthera tigris – família Felidae) com «apenas alguns meses que são fotografados com os espectadores do circo».
Por sua vez, Miguel Chen indicou que os tigres foram utilizados no Coliseu e não no Campo Grande, e criticou aquele partido.
«A câmara tem parte no coliseu. Os coliseus são multimilionários e os do Bloco de Esquerda como são bons rapazes estão sempre a falar dos pobres, dos pobrezinhos e dos trabalhadores, mas quando toca aos que têm poder não dizem nada», comentou.
O responsável do circo lembrou notícias anteriores que davam conta de que a veterinária municipal nunca fez uma vistoria aos animais do Coliseu e que «aí o Bloco de Esquerda nunca se interessou, nem interessa porque aí não se toca».
O partido pretende saber se o Ministério tem conhecimento do uso de espécies protegidas em circos, o número de inspecções feitas na época natalícia, quais os seus resultados, e como irá o MAMAOT actuar para que a legislação seja cumprida.
http://www.publico.pt/Sociedade/be-questiona-governo-sobre-utilizacao-ilegal-de-animais-em-circos–1527597
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou-se hoje “profundamente preocupada” com as pesquisas realizadas em laboratório sobre um vírus mutante da gripe das aves H5N1.
O laboratório holandês liderado por Ron Fouchier no centro médico universitário Erasmus de Roterdão anunciou em Setembro ter criado uma mutação do vírus H5N1 potencialmente capaz, pela primeira vez, de se transmitir facilmente entre mamíferos e potencialmente entre humanos.
A Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, também realizou um trabalho sobre o mesmo vírus, com as duas pesquisas a serem financiadas pelos institutos nacionais americanos da saúde (NHI).