O Reino Unido vai simplificar as regras de entrada de animais de companhia no país (cães, gatos e furões) a partir de domingo, ao colocar um fim à obrigatoriedade de um período de quarentena de seis meses, imposta desde o século XIX.
De acordo com um comunicado do Ministério do Amiebte, citado pela agência France Press, “não há necessidade de impor uma quarentena de seis meses para animais de estimação, dada a evolução nos tratamentos veterinários e o aperfeiçoamento das vacinas contra a raiva”.
A partir do início do próximo ano, é apenas necessário que tenha passado um mínimo de 21 dias desde a administração da vacina contra a raiva e a entrada no Reino Unido.
Antes, os animais de estimação tinham que passar por um período de quarentena de seis meses após a realização obrigatória de exames ao sangue. Obrigatoriedade esta que já não existe nos restantes países da União Europeia, nem nos Estados Unidos ou Austrália, por exemplo.
Noutros países, como o Brasil, Índia e África do Sul, esses exames são ainda obrigatórios, mas o período de quarentena é de apenas três meses.
“O sistema britânico de quarentena foi introduzido no século XIX para combater a raiva e está largamente ultrapassado pelos avanços científicos”, referiu a ministra britânica do Ambiente, Caroline Spelman.
“A população canina que invadiu a praia provocou-me um susto de morte”, conta uma visitante daquela zona balnear. Era hábito passear a sua cadela na zona da Praia Velha, perto de São Pedro de Moel: “Os passadiços de madeira convidam a isso mesmo”, refere.
Contudo, recentemente, “vi-me quase cercada por duas matilhas de cães, com cerca de 20 cães abandonados, que ao se encontrarem provocaram um ruído ensurdecedor de latidos, acompanhados de mordidas”, conta.
Perante este cenário, “fiquei assustada e tive de fugir em direção ao mar”, recorda. Agora, receia regressar ao local.
Direcção Geral de Veterinária de Leiria, GNR e Câmara da Marinha Grande são as entidades que actualmente estudam uma forma de minorar o problema.
“Tratando-se de animais que se encontram longe do contacto com humanos, a sua recolha apresenta dificuldades acrescidas, às quais é ainda necessário acrescentar as que resultam do tipo de habitat em que deslocam”, refere fonte do município.
A acção no local, ainda sem data conhecida, terá de passar pela “estreita” colaboração com GNR e Direcção Geral de Veterinária, entidades que “que conhecem o território, sabem de que forma se deve actuar perante animais com estas características”, acrescenta a mesma fonte.
(notícia publicada na edição de 23 de Dezembro de 2011)
Uma das máximas de um saudoso professor de veterinária da Faculdade de Lisboa, repetida incessantemente nas suas magistrais aulas teóricas de parasitologia, era a de que não havia animais selvagens, mas sim animais silvestres, reiterando que selvagem era o Homem quando destruía os seu habitats naturais e os queria antropomorfizar.
Serve esta nota de abertura para repudiar a forma como o caso dos ditos “cães selvagens” de Mirandela veio a público, mostrando a “selvajaria” humana no tratamento da questão, excessivamente mediatizada, e onde se ouviram comentários extemporâneos e descontextualizados.
Correctamente deveríamos falar em cães assilvestrados e não selvagens. Esta matilha cujo número ninguém em concreto consegue quantificar (referiram-se 200 animais (?), outras fontes falavam em 80), terá sido o resultado de um núcleo inicial de cães abandonados, que sem qualquer controlo reprodutivo e com fonte de alimento disponível no aterro intermunicipal em Frechas, terá crescido de forma exponencial e criado alarme nas aldeias vizinhas, com casos confirmados de mordeduras a habitantes locais.
Convêm lembrar que a captura de cães vadios ou errantes é uma competência das Câmaras Municipais e só em situações excepcionais de grandes matilhas, esgotados que estiverem os métodos convencionais de captura, e com forte evidência de risco para a segurança das populações é que a Direcção Geral de Veterinária intervém com a emissão de Edital que dá força de lei para se proceder à captura compulsiva, permitindo o abate imediato destes animais. O Edital refere mesmo: “ …captura e/ou eliminação de cães (matilhas) que deambulem na freguesia de frechas, concelho de Mirandela.”
Não se ouviu nenhuma explicação detalhada e com suporte técnico-veterinário avalizado que justificasse este carácter excepcional. O que transpareceu para a opinião pública foi que esta medida – eliminação compulsiva, o que equivale a abate – foi a única empreendida para resolver o problema desta sobrepopulação canina. Aliás nas imagens que passaram em diferentes canais televisivos era evidente a presença de cães no interior da área do aterro, em espaço próximo aos respectivos funcionários, não sendo visível a terrível ferocidade dos bichos. Alguns passeavam tranquilamente pelo espaço, o que denota que a vedação do aterro é permeável a estes animais, e que muitos deles estão minimamente socializados. Sublinho que não foi alguma vez referido que outros métodos de captura tivessem sido testados. Neste particular não ouvi referir que tivesse sido testada a utilização de jaulas com iscos, que se forem de dimensão adequada e devidamente dissimuladas podem ser muito eficazes nestes casos.
No meio destas dúvidas e espalhafato mediático, resta registar a atitude prudente e sensata que o comando distrital da Guarda Nacional Republicana assumiu ao não se quer associar a uma eliminação compulsiva de animais, de eficácia questionável e com um ónus negativo em termos de opinião pública.
Este caso é, pois, paradigmático da forma como alguns Municípios olham para problemática do bem-estar animal, não actuando de forma preventiva com recolhas sistemáticas e regulares dos animais abandonados, com adequação das técnicas de captura aos diferentes contextos ambientais, não investindo nas acções de controlo reprodutivo como previsto na lei, não fomentando campanhas de sensibilização para a posse responsável de animais, desvalorizando o papel fundamental dos serviços médico-veterinários municipais e olhando para os animais deambulantes com se de lixo urbano se tratasse.
Duarte Diz Lopes
Médico Veterinário

Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Janeiro do novo ano que se aproxima, a Câmara Municipal de Boticas volta a organizar a Feira Gastronómica do Porco, que tendo em conta a adesão e o êxito dos últimos anos, já se tornou num evento de excelência não só no concelho, mas em toda a região.
Desde a sua criação, este certame, que já vai na sua décima quarta edição, tem como um dos principais objectivos promover a gastronomia do concelho e os seus pratos tradicionais, de forma a impulsionar o desenvolvimento da economia local. E, de facto, esta feira tem vindo a proporcionar a todos os produtores locais a possibilidade de realizarem oportunidades de negócio únicas e alcançarem o reconhecimento da qualidade dos seus produtos. E a avaliar pelo enorme sucesso das edições anteriores, é já certo o contributo inequívoco desta feira na valorização e divulgação do mundo rural barrosão e dos produtos da agricultura e da pecuária locais.
O controlo de qualidade é assegurado por uma equipa liderada pelo Médico Veterinário Municipal, como vem sucedendo desde a 1.ª edição.
Os preços praticados na Feira Gastronómica do Porco, tanto os relativos à venda de fumeiro como os praticados nas “Tasquinhas” (os restaurantes presentes no recinto da Feira), irão manter-se exatamente iguais aos da última edição do certame. A decisão teve em conta o atual momento de “crise” vivido no País, já que, atendendo à redução do poder de compra dos portugueses, não faria qualquer sentido aumentar os preços praticados na feira, uma vez que isso poderia ter reflexo num decréscimo do volume de vendas. A organização espera que o sucesso que a Feira Gastronómica do Porco tem vindo a registar ao longo dos anos tenha continuidade em 2012, até porque os produtos com qualidade reconhecida continuam a ter muita procura e a merecer a confiança, razão pela qual se acredita que os reflexos da crise não se façam sentir de uma forma muito vincada na Feira Gastronómica do Porco.
De resto, o modelo de funcionamento do certame não conhecerá grandes mudanças em relação às suas anteriores edições, até porque em receita de sucesso o melhor é não mexer, razão pela qual as mudanças se ficarão apenas por pequenos pormenores que visam uma maior funcionalidade e rentabilidade do espaço do recinto, procurando introduzir algumas melhorias em relação à última edição.
O número de stands de exposição e venda de fumeiro será também o mesmo do ano passado e rondará os 40, isto apesar de terem surgido mais produtores interessados em participarem neste certame. A organização garante não ter qualquer pretensão nem interesse em aumentar de forma significativa a quantidade de produtos à venda na feira, estando empenhada em garantir que a qualidade dos produtos vendidos se mantenha num patamar elevado, pois é isso que dá nome e fama à Feira Gastronómica do Porco.
Aproxima-se, assim, uma nova edição, na certeza de que será mais um marcante evento, que voltará a colocar o nome do concelho de Boticas entre as melhores feiras gastronómicas do país.

Melhorar as oportunidades de cooperação e interligação da comunidade científica da União Europeia em questões ligadas a agricultura, biotecnologia, ambiente, tecnologia de alimentos, nutrição e outras áreas envolvidas, é um dos desafios lançados pela organização deste Congresso.
De 03 a 05 de maio de 2012, Ponte de Lima receberá a primeira edição do Congresso Internacional de Valorização de Produtos Tradicionais, evento que decorrerá no Auditório Eugénio Castro Caldas, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo [ESA-IPVC]. Este evento tem como principal objetivo debater e analisar estratégias que visem melhorar a produção local típica, a fim de promover o consumo de alimentos tradicionais. Os interessados em participar neste Congresso deverão submeter inscrição on-line até Fevereiro próximo (consulte aqui os prazos).
A Comissão Organizadora deste Congresso considera indispensável uma reflexão acerca da valorização dos territórios e dos produtos tradicionais e vê neste evento um “espaço de partilha e debate” relativamente ao tema. Espera-se, ainda, envolver todos os intervenientes ligados a esta área de investigação, com o objetivo da implementação tecnológica dos resultados científicos obtidos, de modo que possam contribuir para a competitividade das PMEs no mercado global.
Nuno Vieira e Brito, Docente da ESA-IPVC e Presidente da Comissão Organizadora do Congresso, reforça a ideia de que é cada vez mais evidente a importância da valorização dos produtos tradicionais na sociedade atual, sendo um importante contributo para a promoção de um desenvolvimento rural integrado. “Os produtos tradicionais, símbolos de qualidade e tradição, são uma marca associada à sua origem geográfica, acompanhada de um reconhecimento nacional por parte de toda a comunidade. A diferenciação dos produtos tradicionais está implícita na sua história: a produção artesanal e o respeito por essas técnicas, a origem da matéria-prima, as características sensoriais únicas e o controle existente em todas as etapas de produção, que lhes garantem segurança e qualidade perante o consumidor”, explica Nuno Brito.
De salientar que todos os países europeus têm tradições culturais ligadas com produtos alimentares específicos, sendo os produtos alimentares tradicionais uma dimensão importante da cultura, identidade e património de cada país.
Os interessados em submeter as suas publicações deverão fazê-lo até 15 de janeiro próximo, através da plataforma on-line disponibilizada para este fim, de acordo com as normas pré-estabelecidas pela Comissão Científica do Congresso.
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=47784&bl=1
A Prefeitura de Marília, por meio da SMS (Secretaria Municipal da Saúde), visando promover a redução da superpopulação de cães e gatos no município, cadastrou oito clínicas veterinárias. Os estabelecimentos passarão a participar do Programa Municipal de Castração de Animais Domésticos a Baixo Custo que esteve paralisado no final do ano de 2011 por conta da necessidade de realização de ajustes no processo.
Implantado desde 2008 por vigência da Lei Municipal nº 6.700, o Programa que contava com o apoio de apenas dois estabelecimentos veterinários – o que dificultava o acesso à maioria da população – passa a estar disponível em várias regiões da cidade.
De acordo com o coordenador de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da SMS, Lupercio Lopes Garrido Neto, esse trabalho tem por prioridade esterilizar cirurgicamente caninos e felinos em toda a área urbana de forma a garantir um ambiente seguro com relação à convivência humana com populações animais, suas implicações e agravos na área da saúde e segurança pública.
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“A exemplo da maioria das cidades paulistas, Marília conta com uma população canina de um animal para cada quatro habitantes, o que constitui risco considerável, uma vez que a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que essas taxas sejam mantidas em níveis inferiores a um animal para cada dez pessoas”.
Garrido Neto explica que os interessados em esterilizar seus animais domésticos deverão inscrevê-los na Divisão de Zoonoses, pelos telefones 3417-2537 e 3413-2847 e as cirurgias serão agendadas nos estabelecimentos mais próximos aos usuários.
À primeira vista, os termos “ovariohisterectomia” e “ovariectomia” semelhante o suficiente para que você possa pensar que eles se referem ao mesmo procedimento, mas isso não é o caso.
Uma ovariohisterectomia (OHE) é o que nós pensamos como um spay tradicional, onde ambos os ovários eo útero para baixo sobre o nível do colo do útero é removido. Uma ovariectomia (OE) é simplesmente a remoção de ambos os ovários, deixando o útero no lugar.
Nos Estados Unidos, o OHE tem sido e ainda é a cirurgia de escolha quando se trata de eliminar uma cadela ou gata capacidade de reproduzir e prevenção de algumas doenças comuns do trato reprodutivo (por exemplo, infecções uterinas e câncer de mama). Isso pode estar mudando, no entanto. Em outras partes do mundo, o OE é a cirurgia mais comum, desde que o útero de uma animal de estimação é saudável. Veterinários mais os EUA estão começando a se mover nessa direção, também, o que pode levar a perguntas dos proprietários que não estão familiarizados com as cirurgias OE.
O principal benefício de um OE contra um OHE é a capacidade de realizar a cirurgia através de uma incisão menor. Esta incisão também pode ser encontrar um pouco mais à frente sobre o abdômen do animal, o que melhora a habilidade do cirurgião para localizar, manipular e remover cirurgicamente os ovários. Isso poderia reduzir o tempo de cirurgia, complicações cirúrgicas, bem como o montante de desconforto pós-operatório um animal de estimação se sente, embora os poucos estudos que se debruçaram sobre estes fatores não mostraram diferença significativa entre OES e OHEs. Isso pode mudar, no entanto, como um maior número de cirurgiões se tornar mais familiar e praticado em técnicas de OE.
Proprietários estão sempre preocupados que deixar o útero no lugar aumenta a chance de que seus animais de estimação poderiam desenvolver a doença do útero no futuro. Os dois maiores problemas são o câncer uterino e piometra.
Pyometras só pode desenvolver-se em um cão que está sob a influência da progesterona. Progesterona é produzida pelos ovários, portanto, enquanto ambos os ovários são completamente removido e um cão não é tratada com um medicamento contendo progesterona (algo que quase nunca é feito), a piometra não irá ocorrer. Baseando-se OHEs não seja completamente protetora também.Podemos ver e fazer algo chamado de “coto” piometra (isto é, infecção envolvendo a pequena parte do útero que fica depois de uma OHE), quando um pedaço de tecido ovariano é erroneamente deixado para trás durante a cirurgia ou a progesterona é fornecido exogenamente.
Tumores uterinos são muito raras em cães e gatos, e eles também parecem estar sob influência hormonal. Portanto, a remoção dos ovários um animal de estimação em uma idade relativamente precoce deve reduzir ainda mais as chances de sua formação se o útero é deixado no local. O tipo mais comum de tumor uterino é um mioma, que é benigna, então no caso improvável de que se deve formar, a remoção do útero, nesse momento deve ser curativa.
O que isto resume tudo para baixo é que ambos os OHEs e OES pode ser uma forma eficaz de esterilização cirúrgica, mas a OE pode ter alguns benefícios potenciais, principalmente quando realizada por um cirurgião experiente.
traduzido pela Anvetem a partir de: http://www.petmd.com/blogs/fullyvetted/2011/dec/ohe_versus_oe?utm_source=Newsletter&utm_medium=Email&utm_content=20111213&utm_campaign=FullyVetted_ohe-versus-oe
VII CONGRESSO OMV
Coimbra – 26 de Novembro de 2011
TEMA:PRESENTE E FUTURO DA ACTIVIDADE DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS MUNICIPAIS
Resumo:
Valorização da dupla tutela, hierárquica, funcional e remuneratória dos Médicos Veterinários Municipais (MVM) prevista no DL nº 116/98, de 05 de Maio, designadamente, das “Câmaras Municipais e da Direcção Geral de Veterinária” e sobretudo, do seu estatuto como Autoridades Sanitárias Veterinárias Concelhias, como forma de manutenção da independência técnica e científica no exercício na actividade médico veterinária ao nível do poder local, sempre que seja necessário assegurar o garante da saúde, sanidade e bem-estar animal, bem como, assegurar o garante da salubridade e segurança dos produtos alimentares de origem animal ao longo de toda a cadeia alimentar;
Valorização da dupla tutela dos MVM referida no número anterior, “como forma de economia de escala na rentabilização de recursos humanos e económicos do poder central e local”, ainda mais, nos tempos de grave crise económica e social que o país atravessa, permitindo assim e a baixo custo, a existência duma verdadeira verticalização dos serviços veterinários até ao poder local, considerando que para estas funções, a DGV consegue dispor dum médico veterinário em cada município, pagando ao mesmo apenas 40% do seu vencimento base;
Necessidade URGENTE da Direcção Geral de Veterinária reconhecer e remunerar todos os médicos veterinários, contratados ou avençados por Câmaras Municipais e que estão a exercer funções da competência legal da DGV como médicos veterinários municipais, sem enquadramento legal como tal nos termos do disposto no DL nº 116/98, de 05 de Maio, sob pena dos seus actos, nos termos do previsto no Código do Procedimento Administrativo (CPA) poderem ser considerados “Actos Nulos”, por estarem feridos de legalidade e poderem constituir usurpação ilegal de funções;
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O Partido Socialista na Câmara Municipal de Setúbal apelou ao executivo da CDU para lançar campanhas de sensibilização, à população setubalense, centradas na temática do abandono de animais domésticos e na alimentação destes quando já estão abandonados. António Caracol, vereador socialista na autarquia, admite que “a partir destas campanhas se pode encontrar a forma para combater a proliferação de animais abandonados pela cidade e na Serra da Arrábida”.
“Existem vários focos de animais abandonados por toda a cidade”, afirma António Caracol, acrescentando que a autarquia “poderia criar uma coima para aquelas pessoas que persistem na alimentação destes animais”. Pisco Lopes, vereador do ambiente na edilidade setubalense entende que esta medida seria “irrealista e inaceitável porque as pessoas que providenciam comida aos animais abandonados normalmente são idosos que durante a vida inteira o fizeram e dispensam uma considerável quantia da reforma para esse fim”.
“Não é compreensível que se imponha uma coima a um idoso que alimente pombos, gatos ou cães abandonados porque certamente isso não os impediria de continuar a fazê-lo”, garante Pisco Lopes, adiantando que “quando se tenta alertar os munícipes que alimentam os pombos na Praça do Bocage para não o fazerem, estes não demonstram qualquer compreensão”. Maria das Dores Meira, presidente na Câmara Municipal de Setúbal, afirma que “o assunto não pode ser tratado através da imposição de multas”.
“O tema da alimentação de animais abandonados na cidade de Setúbal tem de ser visto a partir do ponto de vista da sensibilidade do ser humano em vez de ser encarado como uma simples contra ordenação”, prossegue Maria das Dores Meira. Por seu lado, António Caracol revela que “a autarquia não se pode esquecer que o assunto dos animais abandonados também é de saúde e segurança pública”, pelo que “não pode ser esquecido nem relegado para outras autoridades”.
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=16081 |